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Após as crises sucessivas empreendidas por Weintraub, o Planalto busca um nome técnico e distante de polêmicas para comandar a pasta

O Governo Federal procura um nome ligado à área da Educação para substituir Abraham Weintraub no Ministério da Educação. Após as crises sucessivas empreendidas por Weintraub, o Planalto busca um nome técnico e distante de polêmicas para comandar a pasta.

Algumas opções já foram colocadas na mesa, como o do educador Antônio Freitas, pró-reitor da FGV e membro do Conselho Nacional de Educação (CNE), do secretário estadual de educação do Paraná, Renato Feder, e da educadora Cláudia Costin, diretora Geral do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da FGV.

O nome de Feder seria uma opção que uniria o útil ao agradável, uma vez que, além de ser professor e gestor da área no âmbito estadual poderia ser um aceno também aos partidos da base aliada de Jair Bolsonaro no Congresso. O Paraná é governado por Ratinho Junior (PSD). Feder já foi empresário do setor de tecnologia, mas também lecionou matemática por dez anos, além de ter sido diretor de escola.

Autor do livro "Carregando o Elefante – Como transformar o Brasil no país mais rico do mundo", Feder defendeu a proposta de utilizar "vouchers" na educação, ou seja, financiar a educação dos estudantes em escolas privadas.

Na publicação, questionou se o Estado era o ente ideal para conduzir a administração de escolas. A indicação de Feder indicaria ainda aproximação do Planalto com governadores aliados, um aceno ao campo político.

Já Antônio Freitas não tem um fiador político direto, mas é um nome respeitado na área. Diferentemente de diversos atores da Educação, que rejeitam taxativamente compor o governo, o educador, segundo fontes, cogitaria aceitar a vaga. Freitas é membro da Academia Brasileira de Educação e professor titular a Universidade Federal Fluminense (UFF), instituição que foi acusada de fazer "balbúrdia" pelo ex-ministro, Abraham Weintraub. Além disso, Freitas é preisdente da Câmara de Educação Superior do CNE.

Assim como Freitas, Cláudia Costin é uma referência na área no Brasil. Costin já foi secretária-executiva e ministra da Administração e Reforma do Estado durante o governo Fernando Henrique Cardoso e também ocupou a secretaria de educação do Rio de Janeiro durante a gestão Eduardo Paes. Embora seja um nome preponderante na área e esteja no radar do governo, a educadora ainda não foi sondada. Costin também é membro da Comissão Arns, organização de Direitos Humanos que se opõe frontalmente às políticas do governo, o que dificultaria sua ida ao MEC.

Antes que seja encontrado um substituto para Weintraub, o atual secretário -executivo do MEC, Antonio Vogel, deve ficar à frente da pasta por alguns dias. Vogel é servidor federal e era braço direito do ex-ministro. Formado em Direito e Economia, Vogel também foi adjunto da Secretaria de Finanças do petista Fernando Haddad na prefeitura de São Paulo.

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