Abraham Weintraub
Agência Brasil
O então ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou saída do governo federal na quinta-feira

Abraham Weintraub já viajou e está nos Estados Unidos. A informação foi confirmada na manhã deste sábado (20) pelo irmão do ex-ministro da Educação, Arthur Weintraub.


Após anunciar sua saída do governo de Jair Bolsonaro, na última quinta-feira (18), Weintraub havia dito nesta semana que sairia do Brasil “o mais rápido possível”.

Nesta semana, o plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu, por 9 votos a 1, mantê-lo na investigação ao julgar um pedido de habeas corpus do ministro da Educação.

Por causa da investigação, o senador Fabiano Contarato, da Rede Sustentabilidade, pediu na sexta-feira que o STF impedisse que Weintraub deixasse o País. A exoneração de Weintraub ainda não foi publicada no Diário Oficial da União.

Weintraub vai assumir cargo nos Estados Unidos

O Banco Mundial recebeu, nesta sexta-feira (19), a indicação do governo brasileiro para que Abraham Weintraub passe a integrar os quadros da instituição. Em nota encaminhada à imprensa, o Banco disse que recebeu uma comunicação oficial das autoridades brasileiras que indica o Sr. Abraham Weintraub para Diretor Executivo, representando o Brasil e demais países do seu grupo (constituency) no Conselho de Diretores Executivos do Grupo Banco Mundial.

O tempo de seu mandato, no entanto, não passaria de três meses. "Se eleito pelo seu constituency, ele cumprirá o restante do atual mandato que termina em 31 de outubro de 2020", diz a instituição, ressaltando que, daqui a quatro meses, "será necessária uma nova nomeação e nova eleição."

Confira a nota na íntegra

"O Banco Mundial recebeu uma comunicação oficial das autoridades brasileiras que indica o Sr. Abraham Weintraub para Diretor Executivo representando o Brasil e demais países do seu grupo (constituency) no Conselho de Diretores Executivos do Grupo Banco Mundial. Se eleito pelo seu constituency, ele cumprirá o restante do atual mandato que termina em 31 de outubro de 2020, quando será necessária uma nova nomeação e nova eleição. Diretores Executivos não são funcionários do Banco Mundial, mas representantes dos nossos 189 acionistas."

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