homem falando no celular
Pedro França/Agência Senado
Senador Flávio Bolsonaro era deputado no Rio de Janeiro

O Ministério Público do Rio (MP-RJ) investiga suspeitas de “rachadinha” (apropriação de parte do salário de funcionários) no antigo gabinete do agora senador Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Na última quinta-feira (18), mandados de busca e apreensão na Operação Anjo, organizada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, foram cumpridos em endereços de pessoas ligadas ao senador. O ex-assessor dele,  Fabrício Queiroz, foi preso dentro de uma casa de propriedade do advogado de Flávio, Frederick Wassaf , por suspeita de interferir nas investigações.

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Pagamentos de despesas em dinheiro vivo

O MP-RJ apontou indícios de que Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio, pode ter sido o responsável por  até R$ 286,6 mil em pagamentos e transferências em espécie para cobrir despesas do então deputado estadual e de sua mulher, Fernanda Antunes.

Depósitos fracionados

Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) encontrou 48 depósitos em espécie na conta de Flávio entre junho e julho de 2017, que somam cerca de R$ 96 mil, concentrados no terminal de autoatendimento da Alerj. Foram identificados depósitos em valores idênticos na conta do parlamentar em intervalo de poucos minutos.

Evolução patrimonial

O Ministério Público Federal (MPF) apura se Flávio lavou dinheiro por meio de transações imobiliárias. Ele adquiriu 19 imóveis desde 2003, quando assumiu o primeiro mandato. Uma das transações investigadas é a compra de dois apartamentos em Copacabana por intermédio do americano Glenn Dillard, que atuava como representante dos proprietários. O preço de venda causou, segundo o MP, prejuízos de cerca de 30% aos donos dos apartamentos

Divergência no faturamento de loja

O MP-RJ afirma que os recursos investidos por Flávio e sua mulher  na compra e abertura de uma loja de chocolates “não seriam compatíveis com a renda” do casal no período. E, de acordo com o MP-RJ, a loja apresentou uma diferença de R$ 1,63 milhão entre o faturamento auditado pela administração do shopping onde está localizada e o valor efetivamente recebido em suas contas bancárias entre 2015 e 2018.

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