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Senador eleito foi questionado sobre novidades da investigação e afirmou que agora é preciso "esperar o Supremo"; STF suspendeu caso no dia 17

Flávio Bolsonaro se diz
Divulgação/Alerj - 5.10.16
Flávio Bolsonaro se diz "vítima de perseguição" e diz que agora é preciso esperar o Supremo

O senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) afirmou nesta quarta-feira (30) que não tem mais nada a dizer sobre os relatórios do Conselho de Controle de Atividade Financeiras (Coaf) que apontaram movimentações bancárias suspeitas nas contas dele e de seu ex-assessor Fabrício Queiroz .

"Eu já falei o que tinha para falar, não tem novidade nenhuma", afirmou o senador. Flávio Bolsonaro foi ao Congresso no início da tarde para fazer registro biométrico, procedimento comum no início do mandato.

Enquanto andava no Congresso, acompanhado pelos jornalistas, o senador disse ainda que é vítima de perseguição. “Tem que esperar o Supremo se pronunciar. Está todo mundo vendo que eu sou vítima de perseguição”, afirmou.

Flávio negou que as investigações envolvendo seu nome atrapalhem a governabilidade do pai e a relação do Executivo com o Legislativo. “Não tem nada a ver com o governo. Por mais que vocês queiram, não tem nada a ver com o governo. Estamos muito bem, obrigado. Estamos todos trabalhando bem, com liberdade”, disse ao responder uma pergunta se o governo de Bolsonaro já começava com desgaste.

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O Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro abriu procedimento investigatório criminal para apurar o caso, mas a investigação foi suspensa temporariamente por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em 17 de janeiro. Quem pediu a suspensão das investigações foi Flávio Bolsonaro.

O MPRJ quer esclarecer as movimentações financeiras atípicas nas contas do ex-assessor parlamentar de Flávio Nantes Bolsonaro (PSL) identificadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras ( Coaf ).

Segundo o órgão responsável por identificar esse tipo de atividade financeira suspeita, ele recebia sistematicamente transferências bancárias e depósitos feitos por oito funcionários que trabalharam ou ainda trabalham no gabinete parlamentar de Flávio na Alerj.

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Os valores suspeitos envolvendo o assessor de Flávio Bolsonaro giram em torno de R$ 1,2 milhão. Entre as movimentações financeiras atípicas registradas pelo Coaf, há também a compensação de um cheque de R$ 24 mil pago à primeira-dama, Michelle Bolsonaro, além de saques fracionados em espécie no mesmo valor dos depósitos suspeitos feitos nas respectivas vésperas. Em entrevista, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o cheque é parte do pagamento de uma dívida de R$ 40 mil e que era possível até que mais depósitos surgissem.

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