Ernesto
Marcos Corrêa/PR
Ministro apontou fraude eleitoral maciça como estopim da queda de Morales na Bolívia

Após o anúncio de renúncia do agora ex-presidente da Bolívia Evo Morales, o ministro Ernesto Araújo utilizou as redes sociais para falar sobre o tema. Em postagem, ele afirmou que não houve golpe e que a saída se deu após "tentativa de fraude eleitoral".

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"Não há nenhum golpe na Bolívia . A tentativa de fraude eleitoral maciça deslegitimou Evo Morales, que teve a atitude correta de renunciar diante do clamor popular. Brasil apoiará transição democrática e constitucional. Narrativa de golpe só serve para incitar violência", disse o chanceler na noite deste domingo (10).

No Brasil, nomes como  Jair Bolsonaro e o ex-presidente Lula , solto no último final semana, também se pronunciaram sobre o tema. Em postagem, o presidente falou sobre eleições com o uso de cédulas de papel e daria "a certeza que fatos como o da Bolívia não acontecerão no Brasil. A lição que fica para nós é a necessidade, em nome da democracia e transparência, de contagem de votos que possam ser auditados".

Já o petista disse que "é lamentável que a América Latina tenha uma elite econômica que não saiba conviver com a democracia e com a inclusão social dos mais pobres".

Relembre o caso

O anúncio foi feito após as  Forças Armadas pedirem que Evo deixasse o cargo  e ele mesmo ter convocado novas eleições . "Me dói muito que nos tenham levado ao enfrentamento. "Enviei  minha renúncia para a Assembleia Legislativa Plurinacional", afirmou em pronunciamento na televisão. O vice-presidente Álvaro García Linera , que estava ao lado de Morales, também renunciou.

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"Quero pedir desculpas por ter sido exigente durante o trabalho. Não foi para Evo, foi para o povo boliviano". "Aqui não termina a vida, segue a luta", disse Morales ao encerrar sua fala.

Além deles, também renunciaram o presidente da Câmara, Victor Borda, e a presidente do Senado boliviano, Adriana Salvatierra. Nessa situação, o próximo na linha sucessória para assumir a presidência é Petronio Flores, presidente do Tribunal Constitucional, entidade equivalente ao Supremo Tribunal Federal na Bolívia .

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