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Durante lançamento da primeira base do Operação Segurança Presente em Bangu, governador disse ainda que criminosos serão 'combatidos e caçados'

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Philippe Lima/Governo do Estado do Rio de Janeiro
Para Witzel, criminosos que 'atiram' contra a população do Rio 'não merecem viver'

Durante o discurso de lançamento da Operação Segurança Presente em Bangu — a primeira base instalada na Zona Oeste do Rio, nesta sexta-feira (20), o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC) reafirmou que quem usa fuzil contra o cidadão de bem "não merece viver". Ainda de acordo com o governador, todos os criminosos serão "combatidos e caçados nas comunidades". Witzel destacou também que "o crime organizado não é maior que o Estado".

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"O criminoso não tem piedade, não tem compromisso com a vida humana. Eles barbarizam com as famílias, estupram as meninas e fazem sua própria lei. Mas isso, por Deus e por tudo
que eu acredito, tem os dias contados. Não vamos permitir que eles continuem zombando da nossa cara. Aqueles que não se entregarem e que não tirarem o fuzil a tiracolo serão abatidos, porque não merecem viver aqueles que atiram contra a população do Rio", afirmou Witzel .

Antes do evento, o governador assistiu a uma missa celebrada na Paróquia São Sebastião e Santa Cecília, na Praça da Fé. Durante a cerimônia, que durou cerca de 50 minutos e teve
a presença de militares, de convidados e de moradores da região, o governador comungou e entoou cânticos religiosos junto com as outras pessoas.

"Esse corpo de segurança vai fazer toda a diferença no local, pessoas preparadas para enfrentar a violência no dia-a-dia e dar apoio ao 14° BPM (Bangu). Não vamos olhar apenas
para um bairro ou outro. Fui eleito pela Zona Oeste, fui abraçado neste calçadão e vocês me pediram para eu não abandonar a população. Abri mão de um cargo vitalício porque eu
amo esse povo e o Rio de Janeiro precisa ser respeitado. É por vocês que estou lutando. O mundo quer conhecer o Rio e sabe que agora pode vir para Bangu, que aqui também tem
gente bonita. Contem comigo", disse Witzel, emocionado durante o discurso, anunciando reforço para o 14 BPM: "Vamos entregar viaturas novinhas e mais 50 policiais para o
batalhão de Bangu", acrescentou.

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O programa vai funcionar todos os dias, de 8h às 20h, no comércio do Calçadão de Bangu (Avenida Cônego de Vasconcelos). No bairro, serão 60 agentes fixos, entre policiais militares e agentes civis egressos das Forças Armadas, além de mais dois assistentes sociais. Além disso, todos os dias serão disponibilizadas 19 vagas para PMs que queiram trabalhar durante a folga.

Durante o evento, Witzel lembrou a morte do cabo da PM Leonardo Oliveira dos Santos, de 31 anos, atingido nesta quinta-feira no momento em que estava no ponto de baseamento da
corporação na RJ-104, altura da comunidade Caramujo, Niterói.

"Hoje nós estamos enterrando um cabo da Polícia Militar, mais um herói que deixa família, filhos e o convívio com os nossos irmãos de farda. Nós estamos devolvendo ele, não com
a aposentadoria. Estamos devolvendo com o caixão", lamentou Witzel .

O patrulhamento complementar tem como objetivo promover ações de segurança pública e de serviço social (acolhimento de moradores em situação de rua). Hoje, o programa está
presente nos bairros da Lapa, Centro, Aterro do Flamengo, Lagoa, Ipanema, Leblon, Tijuca, Méier, Laranjeiras e Copacabana, além das cidades de Nova Iguaçu (Centro) e Niterói. Os
dois últimos têm parceria com as prefeituras locais.

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Até o fim do ano, outros seis regiões serão beneficiadas com a iniciativa. No dia 4 de outubro, será a vez de Botafogo, na Zona Sul, receber o programa. Depois o projeto segue para Austin, em Nova Iguaçu, no dia 18 de outubro; Duque de Caxias, em 1° de novembro; para Barra da Tijuca, no dia 14 de novembro; para Miguel Couto (Nova Iguaçu), em 6 de dezembro; e Grajaú e Vila Isabel, em 20 de dezembro.