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Segundo Gleisi, Maia apoiou audiência com Toffoli; Haddad diz que Lula tem direito de não ir a presídio comum: "Ninguém está pedindo favor nenhum"

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Reprodução/Facebook
Fernando Haddad e Gleisi Hoffmann (PT) fizeram pronunciamento sobre a transferência de Lula

A cúpula do PT convocou uma marcha ao Supremo Tribunal Federal (STF) para conversar com o presidente da corte, ministro Dias Toffoli, a respeito da transferência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva .

De acordo com a presidente nacional do partido, Gleisi Hoffmann , o ato mobiliza as bancadas do PT na Câmara e no Senado e conta com o apoio de outros partidos da oposição, como PCdoB e PSOL, e de integrantes de outras legendas. Em pronunciamento realizado em sala da Câmara dos Deputados, Gleisi disse que o próprio presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), "se solidarizou" com a situação de Lula e "ajudou" a marcar a audiência com Dias Toffoli.

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A petista criticou a decisão proferida nesta terça-feira (7) pela juíza Carolina Lebbos, que autorizou a transferência de Lula para São Paulo, atendendo a pedido da Polícia Federal.

"Nós não temos dúvida de que o que está acontecendo é, de novo, uma atuação do hoje ministro da Justiça, Sergio Moro, que já atuou de maneira militante, política, para julgar, condenar e mandar prender o presidente Lula", protestou.

Segundo Gleisi , além da audiência com Toffoli, o STF também sofrerá pressão por parte de grupos da sociedade civil, como a Frente Brasil Popular e o movimento Povo Sem Medo. "Nossa militância já está organizando atos em todo o Brasil, uma manifestação para denunciar isso que foi feito", afirmou. "Esperamos que isso seja suspenso ainda hoje, mas nós vamos estar preparados para enfrentar essa injustiça. E vamos estar ao lado do presidente Lula onde quer que ele esteja."

Os advogados de Lula entraram com pedido de habeas corpus no Supremo (endereçado ao ministro Gilmar Mendes) para que o ex-presidente não seja levado à Penitenciária 2 de Tremembé, no interior paulista, conforme decidiu juiz do Departamento Estadual de Execuções Criminais (Deecrim) de São Paulo.

O ex-candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad , cobrou que Lula tenha suas prerrogativas como ex-presidente respeitadas e não seja alocado em um presídio comum, mas sim permaneça em uma Sala de Estado-Maior.

"Ninguém aqui está pedindo favor nenhum. O Lula não pode ser tratado como preso comum porque, em primeiro lugar, ele é um preso político. E, em segundo lugar, ele é um ex-chefe de Estado", argumentou Haddad.

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