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Advogados querem garantia de que ex-presidente permanecerá em sala de Estado Maior quando deixar a superintendência da PF em Curitiba

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Heinrich Aikawa / Instituto Lula
Defesa não quer que Lula deixe a superintendência da PF para ir à prisão comum em São Paulo

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entrou nesta quarta-feira (7) com um pedido no mesmo processo de habeas corpus que já tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) para que seja dada liberdade ao líder petista diante da decisão da juíza Carolina Lebbos , que permitiu sua transferência para a Penitenciária II de Tremembé , no interior de São Paulo.

Dirigido ao ministro Gilmar Mendes, o pedido também pleitea que se a liberade não for concedida, seja determinada a permanência de Lula em uma sala de Estado de Maior ou seja suspensa a transferência de Curitiba para São Paulo.

O juiz corregedor Paulo Eduardo de Almeida Sorci, do Tribunal de Justiça de São Paulo, foi quem determinou a transferência do ex-presidente Lula para a Penitenciária II de Tremembé "José Augusto César Salgado", localizada no interior de São Paulo.

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Sorci atendeu a pedido formulado pela juíza da 12ª Vara Federal de Curitiba, Carolina Lebbos, que determinou nesta quarta a remoção de Lula da carceragem da Polícia Federal (PF) em Curitiba para uma unidade prisional de São Paulo, atendendo a um pedido da PF.

Na decisão, o juíza Carolina Lebbos atendeu pedido da Polícia Federal que havia alegado que a permanência de Lula da superintendência vem causando transtornos não só à instituição como a vizinhança. A defesa de Lula havia pedido que, caso fosse aprovada a transferência, que ele fosse alojada em uma Sala de Estado Maior, local para prisão de autoridades que precisam ter sua segurança assegurada.

"A cela especial poderá consistir em alojamento coletivo, atendidos os requisitos de salubridade do ambiente, pela concorrência dos fatores de aeração, insolação e condicionamento térmico adequados à existência humana".

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Caso a transferência seja confirmada, Lula ficará no mesmo presídio de "famosos" como Cravinhos, Nardoni e Abdelmassih. A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann criticou em suas redes sociais a determinação. "Polícia de João Doria é um risco para a vida de Lula", escreveu.

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