Tamanho do texto

Presidente está insatisfeito com as brigas internas dentro da sigla que levam a discussões no Congresso e demora em aprovação de seus projetos

Bolsonaro arrow-options
Marcos Corrêa/PR
Bolsonaro ameaça deixar o PSL


Em reunião a portas fechadas no gabinete presidencial, na manhã desta quinta-feira (1), o presidente Jair Bolsonaro cobrou da cúpula de seu partido, o PSL, que "arrume a casa" enquadrando parlamentares para afinar o discurso e promovendo troca na direção em alguns estados.

Leia também: Bolsonaro põe militares e filiados do PSL em Comissão de Mortos e Desaparecidos

 Participaram da reunião, que durou meia hora, o presidente da legenda, Luciano Bivar ( PSL -PE), o vice-presidente Antônio Rueda e a advogada Karina Kufa. A cobrança foi feita para que continue no partido até 2022, inclusive para uma eventual candidatura à reeleição.

O presidente deixou claro que o partido precisa demonstrar "unidade”. Bolsonaro teria dito aos dirigentes partidários que não dá para a sigla manter essa relação de “merda” com o governo. Ele reclamou do clima de desarmonia da legenda e de deputados que o atacam frequentemente.

Leia também: Olímpio aciona comitê de ética e Frota ameaça: "Posso ir mas o senhor vai junto"

Na visão do presidente, Bivar precisa “enquadrar” os deputados a afinar o discurso e também evitar novas dissidências nas votações no Congresso. Bolsonaro acredita que a presidência da legenda empodera Bivar a convencer os aliados a amenizar as críticas.

O presidente se comprometeu a gravar um vídeo para ser divulgado no dia 17 de agosto convidando interessados a se filiar ao PSL. A legenda espera aumentar de 250 mil para um milhão o número de filiados. Com o crescimento que teve em 2018, a legenda passa a ter uma fatia considerável dos fundos partidário e eleitoral e espera alavancar seus candidatos nas eleições municipais do próximo ano.

Leia também: De olho nas eleições de 2020, PSL discute mudança de nome

Com a participação mais ativa na vida partidária, o presidente passaria a participar de forma mais ativa na indicação de dirigentes do partido nos estados. A tendência é colocar à frente das presidências estaduais àqueles que mantém o mesmo alinhamento político.

Na reunião, Bolsonaro não tocou na questão de mudar o nome do PSL , defendida por vários dos integrantes que só aderiram à legenda junto com o presidente, no início do ano passado. Bivar é enfático ao defender a nomenclatura, sustentando que “carrega uma história há mais de 20 anos”.