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Investigação da FAB vê indícios de que militar não agiu sozinho e contou com a ajuda de amigos e parentes para realizar atos ilícitos

Sargento
Reprodução
Investigação aponta que Manoel Silva Rodrigues pode não ter agido sozinho

Polícia Federal (PF) investiga a possibilidade de lavagem de dinheiro pelo segundo-sargento da Aeronáutica Manoel Silva Rodrigues, de 38 anos, por meio de transferência de patrimônio a parentes e amigos. Ele foi preso ao tentar entrar na Espanha com 39 quilos de cocaínana mala de mão. A Força Aérea Brasileira (FAB), por sua vez, levanta nomes de militares que faziam os voos oficiais rotineiramente com Rodrigues ao longo dos anos, diante da hipótese de que o segundo-sargento não agiu sozinho.

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Os investigadores acreditam que o transporte desse carregamento da droga, dentro de um avião da FAB , numa missão preparatória de viagem presidencial, não foi o primeiro feito pelo sargento da Aeronáutica, em razão das características envolvendo o caso.

militar foi preso  no último dia 25 em Sevilha, capital da Andaluzia, no sul da Espanha . Ele participava de uma missão precursora para a viagem de Jair Bolsonaro ao Japão, onde ocorreu a reunião do G-20, o grupo de países mais ricos do mundo.

Não há imóveis em nome de Rodrigues no Plano Piloto de Brasília. A Aeronáutica disponibilizou a ele um imóvel funcional, pertencente à União, na Asa Sul. No entanto, quem ocupa o local há pelo menos um ano e meio é sua ex-mulher e dois filhos dos dois, o que é investigado pela FAB .

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O militar  divide com outro preso uma cela de 18 metros quadrados, sem televisão, no Centro Penitenciário Sevilha 1. A unidade prisional abriga cerca de 1.300 detentos: presos pertencentes a forças de segurança e criminosos e suspeitos de menor periculosidade.