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Peça-chave da condenação contra o petista, delator comentou a polêmica reportagem publicada pela Folha e pelo Intercept, que cita o seu nome; veja

Leo Pinheiro
Reprodução
Leo Pinheiro, da OAS, disse ter sido orientado por Lula a destruir provas que pudessem incriminar o petista

O empresário Leo Pinheiro, ex-executivo da construtora OAS , afirmou em carta enviada ao jornal Folha de S.Paulo  que não mentiu em sua delação premiada e nem foi coagido pelos procuradores da operação Lava Jato ao incriminar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O Globo revelou que o empresário assinou uma colaboração com a Procuradoria-Geral da República (PGR), que ainda não foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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No domingo, reportagem publicada pela Folha  em parceria com o site The Intercept  dizia que a delação de Pinheiro na Lava Jato era tratada com desconfiança pelo Ministério Público Federal (MPF) de Curitiba. Troca de mensagens entre os procuradores mostra que ele passou a ser levado em consideração depois de mudar várias vezes a versão sobre a reforma do triplex do Guarujá e afirmar que foi reformado para Lula como propina.

O depoimento de Leo Pinheiro foi utilizado para condenar Lula no caso do tríplex. Os anexos da delação de Leo Pinheiro abrangem ao menos 14 políticos de partidos como PSDB, MDB, PP, PT e DEM. Também há relatos sobre operações feitas com instituições financeiras para lavagem da propina paga aos políticos.

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Pinheiro detalha os pagamentos de propina feitos ao ex-presidente Lula por meio do sítio de Atibaia e do tríplex do Guarujá, que já foram confirmados pelo empreiteiro em depoimento ao ex-juiz da Lava Jato e agora Ministro da Justiça Sergio Moro. O executivo também conta que repassou recursos via caixa dois para a campanha de Eduardo Paes à Prefeitura do Rio em 2012.

O acordo de delação foi assinado no início deste ano pela procuradora-geral da República Raquel Dodge, após os últimos ajustes exigidos por sua equipe, e enviado para homologação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, relator do caso.

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Só após o retorno do recesso, em fevereiro, é que o ministro poderá despachar o acordo. Ele pode homologar integralmente seus termos ou pedir ajustes à PGR. Após a homologação, Dodge pode instaurar novas investigações da Lava Jato a partir da delação do empreiteiro.

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