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Em entrevista à rádio Sagres, político conta que conversou com senadores de todas ideologias, incluindo Jaques Wagner (PT) e Flávio Bolsonaro (PSL), mas que não pretende se filiar a uma sigla tão cedo

Jorge Kajuru com Flávio Bolsonaro
Jefferson Rudy/Agência Senado
Jorge Kajuru recebeu convites de oito partidos, entre eles, do PSL de Flávio Bolsonaro


Todos querem Jorge Kajuru. Um dia após anunciar a sua saída do PSB por divergências com o presidente Carlos Siqueira , o senador informou que já recebeu convites de oito partidos para se filiar. Em entrevista à rádio Sagres, de Goiás, o parlamentar lembrou que por ser independente, conversa com políticos da direita, do centro e da esquerda e até PT e PSL disputam sua filiação.

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"O MDB através do Renan Calheiros e da Simone Tebet, e o PT através do Jaques Wagner. Primeiro o Podemos, com Álvaro Dias, segundo o PDT de Cid Gomes, terceiro o PL de Jorginho Mello, quarto o PPS Alessandro Vieira, quinto o Patriota Jorcelino Braga, sexto o MDB Renan Calheiros, sétimo o PT Jaques Wagner, e oitavo o PSL através do Major Olímpio, da senadora Soraya (Thronicke), da senadora Selma (Arruda) e do senador Flávio Bolsonaro, os quatro vieram me convidar”, confirmou Jorge Kajuru .

Apesar dos convites, o senador disse que, em princípio, vai seguir sem filiação, o que é permitido pela lei. O jornalista ainda esclareceu que, se dependesse dele, jamais teria deixado o PSB .

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"O  partido não concordou comigo sobre o projeto de armas, o partido não tomou nenhuma decisão, não me puniu, não me expulsou, pelo contrário, o partido quis entrar em acordo. Não vejo daqui para frente como haver acordo. Eu vejo que lá na frente vai haver uma nova discussão. Então para evitar essa nova discussão eu tomei a decisão de sair”, disse.

Jorge Kajuru se posicionou a favor do decreto das armas, o que desagradou o presidente do PSB, Carlos Siqueira. Através de uma carta, Siqueira pediu para que o político de Goiás deixasse a sigla se mantivesse essa posição.