Ministro Gilmar Mendes durante sessão do Supremo Tribunal Federal (STF); ele reagiu às críticas de Kajuru
Rosinei Coutinho/SCO/STF - 13.6.18
Ministro Gilmar Mendes durante sessão do Supremo Tribunal Federal (STF); ele reagiu às críticas de Kajuru

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou ao presidente da Corte, o ministro Dias Toffoli, um ofício pedindo para ele tomar as "providências que entender cabíveis" contra o senador Jorge Kajuru (PSB-GO).

O pedido vem um dia depois de  viralizar na internet um vídeo em que o senador do PSB acusa, durante uma entrevista, o ministro do STF de vender sentenças e de ser "sócio" do deputado federal Aécio Neves (PSDB) e do ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB). Na gravação, Kajuru destila xingamentos contra Gilmar, chamando-o de "bandido", "canalha" e "corrupto".

O documento assinado pelo ministro e entregue a Toffoli leva em conta “o teor das palavras declaradas pelo senador” na entrevista concedida à Rádio Bandeirantes . Nas declarações, o parlamentar ainda afirma que a chamada CPI da Toga , que pode ser aberta no Senado para apurar tribunais superiores investigaria Gilmar em primeiro lugar.

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"A CPI da Toga vai lhe convocar e você vai ser o primeiro", afirmou o senador, depois de xingar o ministro do STF. O parlamentar ainda aproveitou o momento para questionar a respeito do patrimônio de Gilmar Mendes, insinuando um esquema de venda de sentenças .

"Nós queremos saber como você tem R$ 20 bilhões de patrimônio. De onde você tirou esse patrimônio? De Mega Sena? De herança de quem, senhor  Gilmar Mendes  ? Foram das sentenças que você vendeu, seu canalha", diz o senador.

Incitado por apoiadores, o parlamentar ainda complementa: "Ele viaja 12 vezes por mês a Portugal com o dinheiro de vocês. Vocês pagam a passagem aérea dele em primeira classe. Tem vários imóveis lá".  A respeito da libertação de Beto Richa , o senador respondeu "Beto Richa é sócio dele, Aécio Neves é sócio dele, o Marconi Perillo é sócio dele”. 

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Por sua vez, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), manifestou solidariedade a Kajuru , depois de divulgado o ofício de Gilmar. Alcolumbre ressaltou que os senadores são invioláveis penalmente por suas opiniões. "Conclamo o STF a respeitar os senadores", disse. O senador ironizou a reação do ministro e disse que, se receber o ofício, vai pendurá-lo na parede do gabinete como um “atestado de idoneidade”.

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