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Bolsonaro acredita que bancada evangélica pode ajudar no apoio ao decreto que flexibiliza a posse e o porte de armas por brasileiros

Bolsonaro, Silas Malafaia, Magno Malta e Flávio Bolsonaro,
Reprodução/Instagram
Bolsonaro tem boa relação com líderes evangélicos e pede ajuda na relação com deputados


A líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), disse nesta quarta-feira (19) que irá conversar com integrantes dabancada evangélica para tentar impedir que a Câmara derrube os decretos sobreposse e porte de armaseditados pelo presidente Jair Bolsonaro . Na terça-feira, sete projetos que revogam as normas definidas pelo governo sobre armas foram aprovados no Senado . As propostas já chegaram à Câmara, onde a presença de evangélicos é maior.

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"Eu vou tentar trazer parte dos deputados evangélicos para apoiar esse decreto. E, obviamente, se há algum ponto específico que incomode, a gente vai debater, para que possamos costurar um consenso em torno deste decreto e aprovar. Agora, se houver alguma mexida (nos projetos aprovados na terça), volta ao Senado", disse a líder do governo.

Desde que o primeiro decreto sobre porte de armas foi editado, parte da bancada evangélica se posicionou contrária à medida do governo. O deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), inclusive, chegou a costurar mudanças com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também chegou a dialogar com o ministro sobre o assunto.

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Na Câmara, a análise dos projetos pode ser acelerada com a exclusão de uma etapa da tramitação. O rito normal seria a apreciação, em um primeiro momento, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Mas, segundo o presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR), Rodrigo Maia poderia levar os projetos diretamente ao plenário. Ele tem dito a aliados que este é o caminho mais provável.

Líderes de partidos terão uma reunião ainda nesta quarta-feira, na casa de Maia, para discutir o decreto das armas . Joice diz que o governo, mesmo que seja derrotado, não irá desistir de abordar o assunto.

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"O governo não vai desistir de dar a liberdade ao cidadão de bem, de dar o direito de defesa. É inadmissível que a própria lei nos retire o direito de defesa".

Na terça-feira (18), Maia disse que os deputados iriam aguardar a decisão do Senado. Ele, no entanto, apontou inconstitucionalidades nos decretos editados por Bolsonaro. O presidente da Câmara acrescentou que a preocupação do parlamento deve estar focada na constitucionalidade dos decretos. Deputados evangélicos costumam ter boa relação com o presidente.