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Por meio de nota, grupo responsável pela Operação Lava Jato alega que procuradores precisaram excluir o Telegram de seus celulares após os ataques hacker nos últimos quatro meses

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Procuradores da Lava Jato precisaram desinstalar o Telegram após ataques hacker


O grupo conhecido como Força-tarefa da Operação Lava Jato esclareceu, por meio de nota, o motivo pelo qual os procuradores não possuem mais as mensagens das conversas entre eles pelo aplicativo Telegram. De acordo com a assessoria, todos os procuradores precisaram excluir o aplicativo de seus celulares após os possíveis ataques hacker e, mesmo com uma nova instalação, o que aconteceu anteriormente foi perdido.

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Nesta quarta-feira (19), o ex-juiz federal Sérgio Moro participou de uma sabatina no Senado e foi questionado sobre o motivo que ele e procuradores da Lava Jato não mostram as trocas de conversas para questionar ou provar se o que foi divulgado pelo site The Intercept Brasil é verdadeiro.

"Tendo em vista a continuidade, nos dias subsequentes, das invasões criminosas e o risco à segurança pessoal e de comprometimento de investigações em curso, os procuradores descontinuaram o uso e desativaram as contas do aplicativo “ Telegram ” nos celulares, com a exclusão do histórico de mensagens tanto no celular como na nuvem", diz a nota.

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"Houve reativação de contas para evitar sequestros de identidade virtual, o que não resgata o histórico de conversas excluídas. Também imediatamente após as constatações, e antes que houvesse notícia pública sobre a investida hacker, a força-tarefa comunicou os ataques à PGR e à Polícia Federal em Curitiba, que, uma vez que não prejudicaria as linhas investigatórias em curso, orientou a troca dos aparelhos e dos números de contato funcionais dos procuradores ", continua.

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A Força-tarefa da Lava Jato virou alvo de ataques após o site The Intercept Brasil publicar troca de conversas entre procuradores e o ex-juiz Sérgio Moro em que eram discutidos fases da operação, bem como discussões relacionadas aos acusados, entre eles o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.