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Ministro da Secretaria de Governo disse que Moro não vai perder o cargo e o defendeu: 'Presta um serviço ao Brasil incalculável na nossa história'

Santos Cruz
Rovena Rosa/Agência Brasil
Assim como Bolsonaro, Santos Cruz saiu em defesa de Moro

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Alberto dos Santos Cruz, saiu em defesa do ministro da Justiça Sergio Moro nesta quinta-feira (13). Ao comentar o vazamento de mensagens supostamente trocadas entre o ex-juiz federal e o procurador Deltan Dallagnol, ele disse que não há riscos de Moro perder o cargo no governo e completou que o colega está "muito acima desse absurdo criminoso".

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"Não me dediquei a ler o conteúdo (das mensagens). Não vou entrar no mérito. Mas o que eu acho é que é inadmissível esse nível de crime de entrar na privacidade de telefones particulares. Isso é crime definido em lei. Tem que ser tratado como crime. Não tem cabimento, ou nenhum dos senhores, nem jornalistas, nem parlamentares, nem nenhum cidadão vai ter segurança em sua privacidade", disse Santos Cruz sobre Moro .

Questionado sobre o desgaste causado ao ministro da Justiça , Santos Cruz disse que é "inadmissível esse nível de crime de entrar na privacidade de telefones particulares". "O ministro Sergio Moro presta um serviço ao Brasil incalculável na nossa história. Não tem nada a considerar sobre risco (de ser demitido do cargo de ministro) para uma pessoa desse nível", comentou,  seguindo o discurso do presidente Jair Bolsonaro sobre o caso.

Vídeo sobre o golpe

Santos Cruz participou de audiência na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle do Senado, na manhã desta quinta-feira. Ele foi convidado no início de abril para dar explicações sobre a veiculação de um vídeo comemorativo do golpe de 1964, por meio de canal de mensagens do governo, a jornalistas, em 31 de março deste ano.

O ministro repetiu discurso feito à Câmara, em abril, sobre o episódio. Disse que a autoria do vídeo é de um empresário de São Paulo e que ele foi distribuído pelo governo por um engano de um servidor de carreira. "Não tem nenhum cunho ideológico nem a conotação de polemizar um assunto que já tem as suas polêmicas normais", disse.

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Como o episódio ocorreu há três meses e o ministro já havia falado sobre ele na Câmara, a audiência foi esvaziada, com a participação de apenas cinco senadores.