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Segundo o MPF, a Galvão Engenharia pagava 5% dos contratos a políticos do MDB; a Jucá, propina foi disfarçada por meio de doação eleitoral oficial

Romero Jucá
Valter Campanato/ABr
Segundo investigações, Romero Jucá recebeu pelo menos R$ 1 milhão em 2010, por participação em esquemas

O Ministério Público Federal (MPF) do Paraná denunciou nesta terça-feira o ex-senador e presidente nacional do MDB Romero Jucá (MDB-RO) por corrupção no esquema da Transpetro. Segundo a força-tarefa da Lava Jato, o político recebeu pelo menos R$ 1 milhão em 2010, por participação em esquemas que envolviam a Transpetro e a Galvão Engenharia.

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Além de Jucá , foi denunciado, nesta terça-feira, o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado. Segundo a investigação, a Galvão Engenharia pagava 5% do valor de todos os contratos que tinha com a subsidiária da Petrobras a integrantes do MDB que compunham o núcleo de sustentação de Machado no cargo.

Em relação ao ex-senador, a Procuradoria afirma que a propina foi disfarçada por meio de doação eleitoral oficial de R$ 1 milhão ao diretório estadual do MDB de Roraima de R$ 1 milhão em junho de 2010. De acordo com a Lava Jato , o dinheiro iria para a campanha de reeleição de Romero Jucá ao Senado , além das campanhas do filho e de ex-esposa para o Legislativo.

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"As investigações comprovaram ainda que a Galvão Engenharia não tinha qualquer interesse em Roraima que justificasse a realização da doação oficial, a não ser o direcionamento de propinas para Romero Jucá ", informou o MPF, por nota.

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