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PGR queria que instigação fosse encaminhada para a 13ª Vara de Curitiba; ex-senador é acusado de receber propina para beneficiar a Odebrecht

Romero Jucá
Jefferson Rudy/Agência Senado - 20.2.2017
Defesa de Jucá pedia o arquivamento do inquérito ou, alternativamente, o declínio de competência para a Justiça no DF

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), contrariou a recomendação da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e decidiu enviar um dos inquéritos contra o ex-senador Romero Jucá (MDB) para a Justiça Federal no Distrito Federal.

A PGR havia defendido que o inquérito fosse enviado para a 13ª Vara Federal de Curitiba. Jucá foi alvo da 41ª fase da Operação Lava Jato e é apontado como beneficiário de propina proveniente de empreiteiras por meio de contratos fictícios. Como o ex-senador não foi reeleito, ele perdeu o foro privilegiado e, por isso, os autos foram enviados para a primeira instância.

A investigação contra o ex-parlamentar teve origem nas delações premiadas de ex-executivos da Odebrecht, como Henrique Serrano do Prado Valladares e José de Carvalho Filho. Segundo provas e depoimentos apresentados pelos colaboradores, há registros de 19 pagamentos ilícitos vinculados ao codinome “Caju”, em referência ao ex-parlamentar, nas planilhas do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht.

De acordo com o inquérito, Jucá teria recebido R$ 10 milhões da empreiteira, por intermédio do ex-deputado Eduardo Cunha, para favorecer a Odebrecht.