Tamanho do texto

Se Medida Provisória for alterada no Senado, texto terá de voltar para a Câmara, mas prazo para nova análise será curto; validade em 3 de junho

Fernando Bezerra Coelho
Edilson Rodrigues/Agência Senado
Fernando Bezerra Coelho diz que governo vai tentar mudar destino do Coaf no Senado

O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), defendeu que o Conselho de Controle de Atividades Financeira (Coaf) continue no Ministério da Justiça. O Senado só enfrentará o tema na próxima terça-feira (28). Bezerra reafirmou a posição mesmo sendo questionado sobre a possibilidade disso fazer com que a Medida Provisória (MP) volte para a Câmara.

"Nós vamos defender o Coaf com o ministro Moro. Essa é a posição que está no relatório, mas isso depende do plenário do Senado", afirmou Bezerra. Na Câmara, assim como já tinha
acontecido na comissão especial formada por deputados e senadores, os parlamentares votaram para que o órgão vá para a pasta da Economia .

Caso o Senado desfaça essa mudança a MP como um todo retornaria para a Câmara e os deputados teriam de analisar novamente o tema em tempo recorde para evitar que a proposta
perca a validade, o que acontece no dia 3 de junho. Se a MP caducar será desfeita a redução do número de ministérios de 29 para 22 feita por Bolsonaro no primeiro dia de
mandato.

Leia também: Deputado do PT se confunde e vota com governo para manter Coaf com Moro

Joice Hasselmann (PSL-SP)
Valter Campanato/ABr
A líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP)

A líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), disse que o importante é que o senadores cheguem a um acordo. Para ela, o foco da medida provisória é a
redução de ministérios, e o Coaf é apenas uma das "cerejas do bolo".

"Se o Senado entender que dá para fazer um acordo para votar do mesmo jeito que veio da Câmara, ótimo. Se dá para fazer um acordo para voltar o Coaf para a Justiça, ótimo. O
importante é cumprir esse acordo. E que a votação aconteça o mais rápido possível. Estamos preocupados agora com o prazo. O que é o mais importante dessa MP? A reestruturação
dos ministérios, o enxugamento da máquina. Aí nós temos as cerejas do bolo, Coaf, a Receita. Mas a espinha dorsal é a reestruturação", disse.

Leia também: Moro admite derrota em decisão sobre Coaf: "Perder faz parte da democracia"

Ela defendeu um acordo "o mais rápido possível", porque "a água está batendo no nariz". "Havia uma possibilidade de votar hoje, mas (adiou) mais por conta do horário, tem muitos
parlamentares que têm compromissos em suas bases", salientou.

"Então atrasou um pouquinho, não deu para fazer a votação hoje, mas estamos costurando para tentar da melhor maneira, em um acordo, o mais rápido possível, votar essa medida
provisória já no início da semana que vem, porque a gente está com um prazo muito esticado. A água está batendo no nariz. Não podemos deixa que ela suba um pouco mais",
finalizou Joice, também falando a respeito do Coaf .