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Em votação, Câmara tirou o órgão das mãos do ministro Sérgio Moro e transferiu para o Ministério da Economia; votação da MP continua hoje

Eduardo Bolsonaro
Alan Santos/PR
Eduardo Bolsonaro comentou retirada do Coaf do Ministério da Justiça

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) minimizou nesta quinta-feira (22) o novo revés do governo na Câmara, que decidiu retirar das mãos do ministro da Justiça , Sérgio Moro, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

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De acordo com Eduardo Bolsonaro , a decisão foi "uma derrota com gosto de vitória", porque alguns deputados contrariaram a orientação dos partidos e votaram conforme o que o parlamentar considerava ser o clamor dos eleitores.

"Foi uma derrota com gosto de vitória. Os deputados que contrariaram a orientação de seus partidos e votaram SIM, para que COAF ficasse com Moro, já entenderam uma básica lição da democracia: o parlamentar deve satisfação aos seus eleitores", escreveu o deputado no Twitter.




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A Câmara aprovou, por 228 a 210 votos, a transferência do Coaf para a pasta de Economia, contrariando Sérgio Moro, que queria manter controle sobre o órgão. Apesar disso, ao votar o texto base da Medida Provisória (MP) 870, os deputados mantiveram a estrutura do governo, com 22 pastas.