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Deputado federal evitou comentar sobre a possibilidade de uma saída de Santos Cruz do governo, mas deixou uma nova indireta ao ministro

Eduardo Bolsonaro deu uma
Alan Santos/PR
Eduardo Bolsonaro deu uma "cutucada" no ministro Santos Cruz


O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) considerou natural nesta segunda-feira (6) a onda de ataques virtuais ao ministro da Secretaria de Governo, Carlos Alberto dos Santos Cruzpor apoiadores do presidente Jair Bolsonaro. Ele disse que quem não estiver "alinhado" ao presidente vai ser alvo de ataques nas redes sociais. 

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"Todos nós somos reflexo daquilo que falamos. Quem não estiver alinhado com Bolsonaro vai acabar tomando crítica das pessoas que apóiam Bolsonaro", afirmou Eduardo Bolsonaro , após participar de um evento do setor supermercadista em São Paulo.

Eduardo evitou comentar sobre a possibilidade de uma saída de Santos Cruz do governo. O ministro criticou neste final de semana Olavo de Carvalho, um guru do governo bolsonarista.

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O ministro passou cerca de uma hora na noite deste domingo reunido com Bolsonaro no Palácio da Alvorada. Segundo interlocutores, o ministro tomou a iniciativa de ir ao Palácio se explicar ao presidente após passar o dia sendo atacado nas redes.

"Não estou vendo isso não. Prefiro não falar desse assunto até que eu tenha noção do que esteja se passando", disse o parlamentar quando perguntado se não haveria um movimento de parte do governo para forçar uma demissão do ministro.

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Eduardo não quis comentar o imbróglio envolvendo o cancelamento da viagem do presidente para receber uma homenagem em Nova York neste mês.

Defensor da ampliação do uso de armas por colecionadores, atiradores e caçadores (CAC), o deputado do PSL disse ainda que o decreto presidencial a ser publicado nesta semana sobre o tema poderá avançar também sobre o fim do monopólio do comércio de armas no país.

 "Vou ler ainda o decreto mas acredito que nele venha novidade em relação a abertura de mercado, facilitação de importação e quebra de monopólio. Empresários querem entrar no Brasil mas não conseguem devido a um lobby da CBC e da Taurus. Existe entrave muito grande no Ministério da Defesa e a gente tem que destravar isso", disse.

Eduardo citou episódios de disparados acidentais de policiais para defender a necessidade de uma abertura de mercado no caso das armas. Hoje a empresa Taurus detém o monopólio da venda de armas no Brasil.

- Se não vier nesse decreto vem num próximo. O governo tem dado passos nesse sentido. Não tem como colocar uma arma no coldre do policial sem a garantia de que ela vai disparar no momento certo.

O governo promete divulgar nesta quarta-feira os termos do decreto sobre o transporte de armas e a compra de munição por colecionadores e atiradores.Eduardo, que tem porte de arma por ser policial federal, defende que não haja limite para compra de munição.

"Por mim não haveria limite para compra de munição e haveria uma legislação mais punitiva para quem se utilizar da lei para vender munição ilegalmente. Mais munições por ano para as pessoas que tenham arma possam treinar e ficar mais preparadas é bem-vindo", afirmou Eduardo Bolsonaro .