Tamanho do texto

Ex-deputada federal, Tia Eron foi desligada da Secretaria de Políticas para as mulheres neste sábado; ministra não gostou das nomeações de auxiliares

Tia Eron
Facebook/Reprodução
Ex-deputada, Tia Eron foi exonerada da Secretaria de Políticas das Mulheres por Damares Alves


A ministra Damares Alves, da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, demitiu a secretária de Políticas para as Mulheres, a ex-deputada federal Tia Eron (PRB-BA), ligada à Igreja Universal do Reino de Deus.

Leia também: Damares Alves nega que queira deixar governo Bolsonaro: "Fico enquanto aguentar"

Nesta semana, Damares procurou o presidente do partido, Marcos Pereira (SP), para dar satisfação sobre a exoneração. Disse que Tia Eron seria desligada por ser considerada improdutiva e por ter nomeado auxiliares que a ministra considera de esquerda. Apesar de não ter sido uma indicação do PRB, o nome de Tia Eron passou pelo aval de Pereira antes de sua nomeação como secretária, em janeiro.

Segundo pessoas próximas à ex-deputada, porém, o motivo do desligamento é uma retaliação à atitude de alguns servidores. Em um evento no dia 30 de abril, foi entregue um termo de cooperação da pasta em parceria com a Defensoria Pública do Distrito Federal e o governo do DF em comemoração ao Dia da Mulher Brasileira e ao Dia da Empregada Doméstica, para oferecer orientação jurídica.

Leia também: Com Waiãpi na Saúde, Damares celebra presença indígena no governo Bolsonaro

Alguns auxiliares, que não foram nomeados pela Tia Eron , chegaram atrasados ao evento e se recusaram a tirar uma foto com Damares. A ministra entendeu que a secretaria deveria responder pela atitude de seus subordinados e decidiu desligá-la, ainda segundo pessoas próximas de Tia Eron.

Leia também: Voto decisivo contra Cunha, Tia Eron quer explicar a colegas ausência em sessão

Através de sua assessoria, a ex-deputada encaminhou uma lista de 18 projetos entregues pela secretaria desde que assumiu o cargo no ministério de Damares Alves, como programas de cooperação com governos, campanhas de conscientização e devolução de R$ 2,7 milhões aos cofres da União. Ela não quis dar entrevista.