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Três empresas haviam desistido de patrocinar homenagem ao presidente na Câmara de Comércio Brasil-EUA após críticas de políticos e ativistas

Bolsonaro e Trump
Alan Santos/PR - 19.3.19
Jair Bolsonaro cancelou viagem para evento em Nova York


O presidente Jair Bolsonaro cancelou a viagem que faria aos Estados Unidos no próximo dia 12 para receber uma homenagem em Nova York e participar de outros eventos na cidade e em Miami. O Palácio do Planalto deve divulgar uma nota sobre a desistência ainda na noite desta sexta-feira.

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A informação foi confirmada pela Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência da República. O órgão, no entanto, ainda não informou o motivo do cancelamento. Nas últimas horas um abaixo-assinado contra a ida do presidente brasileiro a Nova York obteve, em poucas horas, mais de 58 mil assinaturas, sob a alegação que Bolsonaro é uma ameaça ao meio ambiente, direitos LGBT e às minorias.

Da mesma forma, ativistas estão, desde o dia 30 de abril, protestando diariamente na porta do hotel Marriott Marquis, que receberia o evento.

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A viagem aos EUA tem sido marcada por contratempos. No último dia 30 pelo menos três empresas que figuravam entre as patrocinadoras do evento na Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos que homenagearia o presidente como "Pessoa do Ano” retiraram seus apoios dias atrás: a companhia aérea Delta, a consultoria Bain & Company e o jornal Financial Times. A Folha de S. Paulo ainda revelou que, pela primeira vez o Banco do Brasil apoiava o evento — colocando dinheiro estatal no jantar de gala.

A emissora americana CNBC afirmou que a decisão das três empresas de deixarem de patrocinar o evento ocorreu após a pressão de ativistas da comunidade LGBTI , que criticam as políticas, posições e falas do presidente brasileiro contra o meio ambiente, gays, negros, indígenas e os direitos humanos. Grupos de ativistas têm realizado protestos diários contra a homenagem a Bolsonaro.

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O próprio local do evento foi motivo de polêmica. O tradicional jantar de gala seria no Museu Americano de História Natural, mas a instituição desistiu da ideia após uma série de protestos de membros da instituição científica, que classificam Bolsonaro como um “inimigo” da preservação ambiental. Em seguida, o restaurante Cipriani Hall, em Wall Street, também se recusou a sediar o jantar diante da pressão de críticos do presidente, entre eles o prefeito de Nova York , Bill de Blasio. Ele foi transferido, então, para o hotel Marriott Marquis.