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Mauro Paulino lembrou que a a mesma pesquisa reclamada por Sérgio Moro mostrou que o ex-juiz é o ministro mais bem avaliado do governo Bolsonaro

Sérgio Moro olha de lado
Marcos Oliveira/Agência Senado
Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro criticou a metodologia do Datafolha


O diretor do Datafolha, Mauro Paulino, respondeu as críticas do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, com relação à pesquisa divulgada pelo instituto nesta quinta-feira (11). Através do Twitter, Paulino lembrou que o ex-juiz foi muito duro com os pesquisadores, mas não elogiou quando a mesma pesquisa mostrou que ele é o ministro com melhor aprovação no governo Bolsonaro.

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Mais cedo, pela mesma rede social, Sérgio Moro declarou que “nenhuma das perguntas feitas na pesquisa do Datafolha diz respeito a medidas constantes no projeto de lei anticrime” e que, portanto, o resultado não demonstraria a verdade sobre suas ideias.

Em resposta, Mauro Paulino lembrou que Moro não se pronunciou quando a pesquisa foi favorável ao ministro.

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“A mesma pesquisa mostra que o ex-juiz federal é conhecido por 93% dos entrevistados, e seu desempenho na pasta é considerado ótimo ou bom por 59% dos brasileiros. Isto também está errado?”, tuitou Paulino.

O instituto perguntou aos cidadãos sobre a posse de armas, a confiança nas instituições brasileiras, como a Polícia e o excludente de ilicitude – que consta no projeto anticrime. Moro explica que “nada há no projeto que defenda licença para policiais atirarem em inocentes ou mesmo em suspeitos ou que episódios assim não devam ser investigados”.

O questionamento do ex-juiz sobre a metodologia da pesquisa está em consonância com a atitude do próprio presidente Jair Bolsonaro, que criticou outros levantamentos recentemente.

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Moro ainda aproveitou a oportunidade para defender as consultas e fazer uma sugestão ao Datafolha : “Pesquisas de opinião são importantes para auxiliar na construção de políticas públicas. Ainda espero que alguma possa ser feita sobre o projeto de lei anticrime e seus pontos chaves”, disse. “Perguntar sobre a opinião das pessoas acerca da execução imediata da condenação criminal após julgamento por Corte de Apelação, um ponto fundamental do projeto”, completou.