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Em conversa com jornalistas no Planalto, presidente negou qualquer disputa de cargos entre alas do seu governo e foi reiterado por Augusto Heleno

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Marcos Corrêa/PR
Jair Bolsonaro negou que haja conflito de seguidores de Olavo de Carvalho com militares


Jair Bolsonaro não aceitou a acusação de que o seu governo enfrente uma disputa interna entre os indicados pelo filósofo Olavo de Carvalho e a ala militar. Em encontro com jornalistas nesta sexta-feira (5), o presidente afirmou que todos trabalham de forma alinhada, sem um guerra de disputa de cargos.

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Desde que montou a sua equipe de governo, Jair Bolsonaro ouviu indicações de generais das Forças Armadas e de Olavo de Carvalho , escritor tido como “guru” pelo presidente. Entre os indicados do filósofo estão os ministros Ricardo Vélez Rodríguez (Educação) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores).

"Não existe olavetes contra militares. Agora, [dizem que] militares querem a Apex e a Secom. Isso não existe", explicou Bolsonaro.

O presidente ainda ressaltou que nem todas as pessoas que estão no Planalto e que seguem as doutrinas de Olavo estão lá por indicação.

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"Tem mais de 20 mil pessoas formadas por ele. Não dá para monitorar se gostam do Olavo ou não. As escolhas são técnicas”, disse.

O ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Augusto Heleno, também negou que exista uma ala militar no governo. Segundo ele, tudo não passa de “invenção”.

"É uma invenção. Tentam criar. Se existisse, somos amigos há mais de 40 anos. Não vai sair fofoquinha", explicou.

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O comando do Ministério da Educação pode gerar um novo embate entre militares e ‘olavetes’, já que o próprio Bolsonaro admitiu não está contente com Ricardo Vélez, indicado por Olavo de Carvalho .