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No 2° dia no país, Bolsonaro participa de cerimônia com militares israelenses que ajudaram no resgate de vítimas em Brumadinho e visita local sagrado

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Alan Santos/PR
No segundo dia em Israel, presidente Jair Bolsonaro terá agenda cheia

Após desembarcar em Israel no último dia 31 e participar de evento ao lado do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu , o  presidente Jair Bolsonaro terá agenda cheia neste segundo dia oficial de visitas. Estão previstos três eventos: uma cerimônia de condecoração a militares israelenses que ajudaram nos resgates em Brumadinho-MG e visitas à Basílica do Santo Sepulcro e ao Muro das Lamentações.

O dia começou com a visita de Bolsonaro a Unidade de Contra-Terrorismo da polícia de Israel. Logo depois, ele participou da Cerimônia de condecoração da Brigada de Busca e Salvamento do Comando da Frente Interna de Israel com a Insígnia da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul, que homenageou 133 militares israelenses que ajudaram no salvamento das vítimas após o desastre em Brumadinho.

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Segundo informações do jornal O Estado de São Paulo, o presidente fez discurso durante a cerimônia e agradeu o apoio dos israelenses: "O trabalho dos senhores foi excepcional e fez com que nossos laços de amizade, de muito tempo, se fortalecessem. Nunca esqueceremos o apoio humanitário por parte de todos vocês".

Conforme a programação, a próxima parada da comitiva de Bolsonaro deve ser uma visita à Basílica do Santo Sepulcro às 16h (10h no horário de Brasília). Na sequência, às 11h, será a vez de conhecer o Muro das Lamentações, local sagrado da religião judaica.

Na terça-feira (2), o presidente recebe CEOs de empresas israelenses e brasileiras que atuam no país e participará de encontro empresarial. Bolsonaro deve retornar ao Brasil na quarta-feira (3).

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Chegada de Bolsonaro a Israel

Logo após desembarcar, em seu primeiro discuro em Israel , Bolsonaro celebrou a viagem e a aproximação entre os países. "Felizmente retornamos o tratamento equilibrado às questões do Oriente Médio", disse. "Meu governo está firmemente decidido a fortalecer a pareceria entre Brasil e Israel. A amizade entre nossos povos é histórica. Tivemos um momento de afastamento, mas Deus sabe o que faz, e voltamos", completou.

O presidente ainda chamou Netanyahu de “irmão” e disse, em hebraico, amar Israel . Em seguida, ele destacou que os objetivos da visita são aumentar a cooperação entre os países. "Eu e meu amigo Netanhayu queremos aproximar nossos povos, nossos militares, nossos estudantes, nossos cientistas, nossos empresários e nossos turistas. (...) Os israelenses e os brasileiros compartilham valores, tradições culturais, apreço à liberdade e à democracia. Juntas, nossas nações podem alcançar grandes feitos. Temos que explorar esse potencial, e é isso que pretendemos fazer nessa visita", afirmou.

Bolsonaro está acompanhado por uma comitiva formada pelos ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Bento Costa Lima (Minas e Energia), Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia, Informação e Comunicações), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), além do tenente-brigadeiro do ar Raul Botelho, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, e do secretário da Pesca, Jorge Seif. O grupo ainda inclui os senadores Chico Rodrigues (DEM-RR), Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e Soraya Thronicke (PSL-MS) e a deputada federal Bia Kicis (PSL-DF).

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