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Presidente da Câmara Municipal, Eduardo Tuma vai cobrir licença de Bruno Covas por uma semana; Covas alega "motivos pessoais" para afastamento

Afastado da prefeitura de São Paulo por motivos pessoais, Bruno Covas (PSDB) deixa o cargo à comando do atual presidente da Câmara Municipal, Eduardo Tuma (PSDB), até o dia 15
Reprodução/Instagram
Afastado da prefeitura de São Paulo por motivos pessoais, Bruno Covas (PSDB) deixa o cargo à comando do atual presidente da Câmara Municipal, Eduardo Tuma (PSDB), até o dia 15


O atual presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Eduardo Tuma (PSDB), vai assumir a prefeitura da cidade de São Paulo por uma semana, a partir deste sábado (9). A ocupação temporária da posição acontece depois de prefeito Bruno Covas (PSDB) anunciar, na noite desta sexta-feira (8), que ficará uma semana afastado.

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Em comunicado oficial, a prefeitura informou que Covas permanecerá em licença não remunerada durante uma semana, entre os dias 9 e 15 de março, por "motivos pessoais." Até lá, quem comanda a capital paulista é o também tucano Eduardo Tuma .

"Em ofício enviado hoje à Câmara Municipal, o prefeito Bruno Covas comunicou que estará de licença do cargo, com prejuízo dos vencimentos, entre os dias 9 e 15 deste mês. Neste período, o presidente da Câmara, Eduardo Tuma, assumirá o cargo". diz a nota.

Dono de projetos como Escola Sem Partido e líder da bancada evangélica, conheça Eduardo Tuma

Eduardo Tuma foi eleito vereador duas vezes seguidas e, atualmente, comanda a Câmara Municipal de São Paulo
Reprodução/Site Eduardo Tuma
Eduardo Tuma foi eleito vereador duas vezes seguidas e, atualmente, comanda a Câmara Municipal de São Paulo


Sobrinho do senador Romeu Tuma (1931-2010) e filho de Renato Tuma (1933-2019) - o criador da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo e Diretor Geral da Câmara Municipal de São Paulo por 38 anos - Eduardo Tuma tem 37 anos e assumiu seu primeiro mandato como presidente da Câmara Municipal em 2019, conseguindo a maioria dos votos (55) dos vereadores  paulistas em uma eleição contra Fernando Holiday (DEM).

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Filiado ao PSDB desde 2007, foi no partido que ele conquistou seu primeiro cargo político, em 2012, quando foi eleito vereador da cidade com cerca de 30 mil votos. Na eleição seguinte, conseguiu o posto novamente com mais de 70 mil votos.

Entre 2017 e 2018, Tuma fazia parte da Mesa Diretora da Câmara Municipal como 1º vice-presidente. Em abril do ano passado, foi chamado por Bruno Covas para atuar como secretário-chefe da Casa Civil, seu último cargo antes de se tornar presidente da Câmara.

Membro da Igreja Evangélica Bola de Neve desde 2003, foi também no partido que ele criou o Núcleo Cristão, do qual é presidente  e, atualmente , é líder da bancada evangélica . Autor de uma emenda que isentava igrejas de taxas administrativas, que acabou sendo vetada pelo então prefeito João Doria (PSDB), é do tucano também o projeto de lei municipal do Escola Sem Partido .

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Formado pela Faculdades Metropolitanas Unidas - FMU/SP,  o prefeito temporário de São Paulo é doutor e mestre em direito pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) e estudou a área na Universidade de Paris. Especialista em direito tributário, Eduardo Tuma também cursou teologia.


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