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Filho do presidente Bolsonaro havia chamado o petista de "larápio" e falado que sua saída da prisão o colocaria "em voga posando de coitado"; entenda

Deputado federal Eduardo Bolsonaro fez uma ressalva na manhã deste sábado sobre a morte do neto do ex-presidente Lula
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Deputado federal Eduardo Bolsonaro fez uma ressalva na manhã deste sábado sobre a morte do neto do ex-presidente Lula

Depois de dizer, ainda nesta sexta-feira (1º), que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é um "larápio" que não deveria sair da prisão para comparecer a velórios e que cogitar isso só colocaria o petista " em voga posando de coitado ", o deputado federal – filho do presidente Jair Bolsonaro – Eduardo Bolsonaro tentou se explicar na internet, na manhã deste sábado (2), e fez uma ressalva sobre a morte do neto do ex-presidente, o menino Arthur Lula da Silva, de 7 anos. 

"Perguntado se Lula deveria sair da cadeia respondi que não - até por uma questão de isonomia com os demais presos", escreveu. "Agora, sobre a morte da criança é óbvio que é um fato lamentável e indesejável. Isso independe de ideologia. Não misturem as coisas", publicou Eduardo Bolsonaro

A declaração do filho de Bolsonaro  foi publicada às 9h de hoje, depois que Lula já estava em São Paulo. O ex-presidente recebeu da Justiça, ontem à noite, a permissão para comparecer ao velório do neto, em São Bernardo do Campo. Hoje, ele deixou, às 7h, a Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba, no Paraná, e já chegou em São Paulo perto das 8h.

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No pedido de autorização para Lula deixar a prisão, feito no início da tarde de ontem, os advogados do ex-presidente argumentaram que a Lei de Execução Penal prevê que presos deixem a prisão para comparecer ao velório de parente próximos.

Lula está preso desde 7 de abril do ano passado por ter sua condenação confirmada pelo Tribunal Regional Federal (4ª Região), que impôs pena de 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá (SP).

Em janeiro, Lula pediu autorização para sair da prisão e comparecer ao velório do irmão, Genival Inácio da Silva, conhecido como Vavá, que morreu em decorrência de câncer no pulmão. No entanto, o pedido foi negado pela juíza federal Carolina Lebbos. A decisão foi confirmada pelo desembargador federal Leandro Paulsen, do TRF-4.

Mais tarde, porém, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, aceitou recurso da defesa e autorizou a saída de Lula , mas já era tarde e o ex-presidente não concordou com as condições impostas na decisão. 

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Ontem, pouco após o anúncio da morte de Arthur, Eduardo Bolsonaro se mostrou indignado nas redes sociais. "Lula é preso comum e deveria estar num presídio comum. Quando o parente de outro preso morrer ele também será escoltado pela PF para o enterro? Absurdo até se cogitar isso, só deixa o larápio em voga posando de coitado", disse o filho do presidente Bolsonaro. 

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