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Presidente reassumiu cargo nesta quarta-feira e já caminha pelo hospital com "boa tolerabilidade" após retirada da bolsa de colostomia; diz porta-voz

Jair Bolsonaro fez um vídeo antes de passar por cirurgia na manhã desta segunda-feira em São Paulo
Reprodução/Twitter
Jair Bolsonaro fez um vídeo antes de passar por cirurgia na manhã desta segunda-feira em São Paulo

O presidente Jair Bolsonaro deixou nesta quarta-feira (30) a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e já está caminhando pelos corredores do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde ele está internado desde o início da semana, quando passou por cirurgia para retirada da bolsa de colostomia. Apesar de apresentar boa evolução clínica, o presidente ainda não está apto a conversar e, por isso, tem usado o celular para despachar com ministros, no próprio hospital .

A informação foi trazida a público mais cedo pelo vice, general Hamilton Mourão (PRTB), e confirmada neste fim de tarde pelo porta-voz do Planalto, Otávio Santana do Rêgos Barros. Segundo Barros, Bolsonaro "encontra-se em uma recuperação plena", mas ainda precisa "manter-se descansando um pouco mais".

Por conta disso, o presidente deve despachar a partir de amanhã com ministros via videoconferência ou audioconferência. "Ele estabelecerá contato com seus ministros e definirá as diretrizes que devem ser esboçadas em relação a Brumadinho e outras ações do governo federal", disse o porta-voz, complementando que Bolsonaro deve se comunicar por meio de bilhetes.

"Ele está se preservando de falar porque, ao falar, há possibilidade de que gases entrem em sua cavidade abdominal e isso provoque dores e dificulte sua recuperação."

Rêgo Barros disse que as visitas ao presidente estão restritas e que ainda não há garantia de que a alta do capitão da reserva, de 63 anos de idade, ocorra no prazo inicialmente previsto, de dez dias. "O tempo de permanência no hospital é aquele que for necessário para a sua recuperação. Partimos da premissa de que os dez dias são necessários por aquilo que nos foi relatado anteriormente", afirmou.

As declarações do porta-voz se deram logo após a divulgação ​​do novo boletim médico do Hospital Albert Einstein. Os profissionais da unidade dizem que o presidente "manteve-se estável durante o dia, sem sangramentos ou qualquer outra complicação". "[Bolsonaro] Permanece em jejum oral, recebendo analgésicos e hidratação endovenosa. À tarde sentou em poltrona e realizou fisioterapia respiratória e motora com bom desempenho", diz o boletim.

Mais cedo, o presidente se manifestou, em sua conta no Twitter, para dizer que reassumia suas funções e que apresenta quadro clínico estável. “Entre exercícios e fisioterapia, os trabalhos que já vinham sendo tocados pela nossa equipe seguem com afinco. O apoio que estou recebendo será fundamental para minha total recuperação”, escreveu.

Munido de um gabinete improvisado montado dentro do próprio hospital, com equipamentos e estrutura técnica, o presidente já está sendo informado sobre os acontecimentos em Brumadinho e deverá receber a visita dos ministros do Meio Ambiente, Ricardo Salles; de Minas e Energia, Bento Albuquerque; e do Desenvolvimento, Gustavo Canuto, na quinta-feira (30), para tratar do assunto, informou Mourão .

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No último sábado (26), antes de ser internado, Bolsonaro esteve presente – acompanhado pelos três ministros – na região onde aconteceu a tragédia, em Minas Gerais. Na última sexta-feira (25), o rompimento de uma barragem da Vale resultou em uma onda de lama, que deixou mais de 80 mortos já confirmados.

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O presidente se recupera da cirurgia que durou sete horas e reconstruiu o seu trânsito intestinal. Ele está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) especial, com direito à privacidade e presença da família.

De acordo com os médicos, a recuperação anda de forma positiva. Um dia após a cirurgia o presidente se manteve estável, sem sangramentos e qualquer preocupação. Bolsonaro permanece em jejum oral, recebendo analgésicos e hidratação endovenosa.

 *Com informações da Agência Brasil.