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Ele comentou a decisão do deputado Wyllys, que vai deixar o Brasil após sofrer ameaças; apoiadores de Bolsonaro apontam medida como "suspeita"

O vice-presidente Hamilton Mourão comentou sobre o caso de Jean Wyllys nesta sexta-feira (25)
Romério Cunha/VPR - 22.1.19
O vice-presidente Hamilton Mourão comentou sobre o caso de Jean Wyllys nesta sexta-feira (25)


O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, afirmou nesta sexta-feira (25) que ameaçar parlamentares é cometer "um crime contra a democracia". A declaração faz referência à decisão do deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), que vai desistir da vida pública e deixar o Brasil  após sofrer ameaças.

"Quem ameaça parlamentar está cometendo um crime contra a democracia. Uma das coisas mais importantes é você ter sua opinião e ter liberdade para expressar sua opinião”, disse Mourão, em relação ao caso de  Jean Wyllys .

Mourão afirmou, ainda,  que os deputados representam cidadãos e devem ser respeitados. Para ele, as ideias defendidas por esses políticos devem ser ouvidas. “Os parlamentares estão ali, eleitos pelo voto, representam cidadãos que votaram neles. Quer você goste, quer você não gosta das ideias do cara, você ouve. Se gostou bate palma, se não gostou, paciência”, completou.

Leia também: De ex-BBB a ativista LGBT na Câmara: relembre trajetória do deputado Jean Wyllys

Apesar de criticar as ameaças ao deputado, o vice-presidente disse esperar por mais informações. Temos que aguardar quais são essas ameaças, porque ele falou de forma genérica. Quando a gente diz que está ameaçado tem que dizer por quem, como”, declarou. 

Na internet, apoiadores de Bolsonaro apontam saída de Jean Wyllys do Brasil como possível "atestado de culpa" por facada no presidente

Jean Wyllys diz que ataques a ele visam
Divulgação/PSOL na Câmara
Jean Wyllys diz que ataques a ele visam "desprestigiar agenda política de defesa dos direitos humanos"


O presidente Jair Bolsonaro , até o momento, não se pronunciou sobre o caso. No entanto, ele postou em sua conta no Twitter, também nesta sexta-feira (25), uma "teoria" que vem sendo divulgada na internet por seus apoiadores. De acordo com as publicações, que ganharam até hashtag na rede social (#InvestigarJeanWillis), a saída do deputado federal do País estaria diretamente ligada ao caso da facada que o presidente levou  no dia 6 de setembro do ano passado.

Os apoiadores de Bolsonaro enxergam a filiação de Adélio Bispo, autor da facada, ao PSOL (partido de Wyllys) como "suspeita".  O presidente, porém, não fez menção ao deputado, falando apenas sobre a teoria: "Alguns passos de Adélio Bispo, ex-filiado do PSOL, o criminoso que tentou matar Jair Bolsonaro", escreveu.

Confira o post:





Os filhos do presidente e outras personalidades também comentaram o caso, que está em primeiro lugar nos Trending Topics do Twitter durante todo o dia.









Após a renúncia, Jean Wyllys será substituído pelo verador do Rio de Janeiro, David Miranda (PSOL) . Primeiro vereador assumidamente LGBT do Rio, Miranda é casado com o jornalista norte-americano Glenn Greenwald e já acusou o vereador Carlos Bolsonaro de apologia a tortura.

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