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Presidente em exercício afirmou que nada muda na relação do Brasil com a Palestina e que qualquer afirmação diferente disso é "retórica e ilação"

Hamilton Mourão negou que o Brasil retire a embaixada da Palestina
Romério Cunha/ PR
Hamilton Mourão negou que o Brasil retire a embaixada da Palestina


Presidente em exercício durante a participação de Jair Bolsonaro no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, o general Hamilton Mourão negou que o Brasil fechará a sua embaixada na Palestina. Em entrevista nesta quarta-feira (23), o vice de Bolsonaro garantiu que nada mudará na relação entre os dois países, independente das decisões tomadas a respeito de Israel.

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 O Brasil reconhece a Palestina como Estado desde 1947, época que Eugênio Gaspar Dutra era presidente. Desde então a posição não foi alterada, apesar das declarações de Bolsonaro na campanha eleitoral.

"A relação com Israel não muda nada disso. Os dois Estados são reconhecidos, o resto tudo é retórica e ilação", disse Mourão.

A declaração do presidente em exercício agrada a Organização das Nações Unidas (ONU), que pede para que todas as nações do mundo reconheçam os palestinos como donos de um Estado e, assim, diminua os conflitos entre o país e Israel.

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Bolsonaro fez duas provocações aos palestinos durante a corrida eleitoral. Primeiro, afirmou que ia trocar a embaixada brasileira em Israel de Tel-Aviv para Jerusalém, cidade disputada entre israelenses e palestinos. Além disso, o atual presidente também afirmou que não fazia sentido o Brasil manter uma embaixada em território palestino, já que aquele território não se tratava de um Estado.

Apesar da boa relação com o primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu, presente em sua posse, Jair Bolsonaro ainda não alterou a sede da embaixada brasileira no país. Há o risco da decisão interferir na economia do Brasil, já que muitos produtos (sobretudo carnes suínas e de aves) são importados para países que reconhecem o Estado palestino.

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Para evitar polêmica, o presidente afirmou que vai reavaliar a decisão e que atrair a simpatia de Israel não necessariamente afasta o Brasil de relações com a Palestina e outros países de religião islã.

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