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Caso não conseguisse o aval do STF, governador teria que ser transferido para um presídio comum após o fim de seu mandato, na próxima terça-feira

Luiz Fernando Pezão está preso em um Batalhão da Polícia Militar, no Rio
Reprodução/TV Globo
Luiz Fernando Pezão está preso em um Batalhão da Polícia Militar, no Rio


O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, poderá permanecer preso em um Batalhão da Polícia Militar no próximo ano, mesmo após concluir o mandato. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, atendeu ao pedido da defesa e autorizou o cárcere especial para o governador, que iria para um presídio comum em janeiro.

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Segundo a defesa de Pezão , a permanência do governador no Batalhão Especial Prisional da Polícia Militar, em Niterói, é necessária para evitar riscos à integridade física. Os advogados também haviam pedido a soltura do governador, mas Toffoli, que está de plantão no STF durante o recesso do Judiciário, negou a libertação.

O governador está detido sozinho em uma sala sem grades, mas monitorado por câmeras, e cumpre todas as regras aplicadas aos demais internos, como tomar sol diariamente e comer as mesmas refeições que são servidas a todos os demais. Atender à cerimônia de hasteamento de bandeira, todas as sextas-feiras, também é uma das novas obrigações do político.

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A partir de fevereiro, quando o Supremo retoma os trabalhos, o processo do político volta para o relator, ministro Alexandre de Moraes.

Preso em novembro na Operação Boca de Lobo, um dos desdobramentos da Lava Jato no Rio de Janeiro, o governador é acusado de receber R$ 39 milhões em propina. A prisão foi determinada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), com base na delação de um ex-operador do esquema de corrupção do ex-governador Sérgio Cabral.

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Apesar de preso, Luiz Fernando  Pezão  ainda chefia o Executivo do Rio de Janeiro e, por isso, possui algum tratamento diferenciado dentro da prisão. Ele será substituído pelo futuro governador Wilson Witzel, no Palácio de Guanabara, a partir do dia 1º de janeiro e, então, perde privilégios.

*Com informações da Agência Brasil

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