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Servidores da cidade de Porto Nacional, a 66 km de Palmas, foram detidos durante a operação Poker Face, que investiga fraudes na Câmara da cidade

Operação Poker Face prendeu três vereadores e um secretário no interior do Tocantins
Reprodução
Operação Poker Face prendeu três vereadores e um secretário no interior do Tocantins

Os vereadores Adael Oliveira Guimarães (PSDB), Emivaldo Pires de Souza (PTB) e Jean Carlos da Silva (PV), da Câmara Municipal de Porto Nacional, no interior do Tocantins, foram presos pela Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (27) durante a Operação Poker Face , que investiga fraudes em licitações públicas na cidade.

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O vereador licenciado Geylson Neres Gomes (MDB), também foi detido. Além deles, dois servidores da Câmara, um ex-vereador que teve o mandato cassado e um empresário do ramo da informática também foram presos, de acordo com a Polícia Civil. Os agentes ainda estão cumprindo outros oito mandados de busca e apreensão na cidade de Porto Nacional e também em Palmas, capital do Tocantins .

Adael Oliveira Guimarães e Jean Carlos da Silva foram eleitos em 2016 e cumprem seus primeiros mandatos como vereadores. Já Emivaldo Pires de Souza, conhecido como Miúdo, já é parlamentar de Porto Nacional desde 2013.  Geylson Neres Gomes, por sua vez, foi eleito em 2016 e estava licenciado para assumir a função de secretário municipal de governo de Porto Nacional.

Por conta das prisões dos parlamentares, a Câmara informou que a sessão extraordinária para votação da Lei Orçamentária Anual que estava marcada para a tarde desta quinta-feira foi adiada.

O Operação Poker Face surgiu como um desdobramento da Operação Negócio de Família, que deflagrou no último dia 17 um esquema de corrupção da Câmara Municipal de Porto Nacional que teria desviado cerca de R$ 700 mil da verba pública da cidade.

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Logo após as prisões da Operação Negócio de Família, o presidente da Câmara de Porto Nacional, Alexandre Ribeiro (PMN), divulgou uma nota oficial onde se colocou à disposição da investigação. "A Câmara está de portas abertas para a manutenção da transparência neste processo", escreveu o parlamentar. Naquela ocasião, quatro servidores, sendo três da mesma família, foram detidos.

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As duas investigações na Câmara Munipal de Porto Nacional surgiram com a quarta fase da Operação Catarse, que investiga a existência de mais de cerca de 300 funcionários fantasmas na Secretaria-Geral do governo do Tocantins .