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Presidente eleito usou o Twitter para confrontar bloco criado por PDT, PSB e PCdoB para fazer oposição a ele: "Se eles me apoiassem é que preocuparia"

Bloco de oposição a Bolsonaro foi tratado com ironia pelo presidente eleito
Rafael Carvalho/Governo de Transição
Bloco de oposição a Bolsonaro foi tratado com ironia pelo presidente eleito


Em nota conjunta, os partidos PSB, PDT e do PCdoB na Câmara dos Deputados anunciaram hoje (20) que vão compor um bloco, na próxima legislatura, de oposição a Bolsonaro, presidente eleito para o próximo governo. Oficialmente, os trabalhos começam a valer em fevereiro de 2019.

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O capitão reformado reagiu, em sua conta no Twitter, à formação do bloco de oposição. “PDT, PSB e PCdoB confirmam bloco de oposição a Bolsonaro na Câmara. Se me apoiassem é que preocuparia o Brasil”, disse o presidente eleito.

Bolsonaro completou a informação garantindo aos seus apoiadores que não vai se render apesar de saber que terá uma oposição ferrenha desde o primeiro dia de governo

 “Não darei a eles o que querem!”, escreveu, recebendo apoio de milhares de seguidores na sua rede social.

A formalização do bloco começou a ser negociada após as eleições. O PT , que entende que precisa atuar de forma ainda mais contundente , não integrará o grupo.

Em nota conjunta, as legendas que formarão o bloco destacam que vão atuar para fortalecer as posições e ações políticas e parlamentares.

“[PDT, PSB e PCdoB] comporão um bloco partidário que fortaleça as posições políticas e a ação parlamentar desses partidos que têm identidade histórica e mais aqueles que eventualmente ao bloco queiram se reunir”, diz a nota oficial.

Recentemente, o presidente eleito se reuniu com líderes de partidos importantes e que possuem uma base sólida no Congresso , casos de PSDB, PR, DEM e PSD. Ainda que não seja declarado, o Centrão também deve ficar ao lado de Jair Bolsonaro, ao menos no começo dos trabalhos.

O apoio de deputados e senadores é fundamental para a provação de projetos propostos pelo Planalto. Além disso, ministros já disseram que pretendem lançar reformas logo nos primeiros meses.

O bloco de oposição a Bolsonaro deve ter apoio, ainda que indireto, de outros partidos com representação parlamentar, casos de PT (maior bancada da Câmara), PSOL e Rede Sustentabilidade.

*Com Agência Brasil

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