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Presidente eleito é católico e esposa é evangélica; ele negou a informação de que a futura primeira-dama queira transferir obras do Palácio da Alvorada

Segundo informações repercutidas, a esposa de Jair Bolsonaro teria pedido para retirar obras sacras do Palácio da Alvorada
Reprodução/Flickr
Segundo informações repercutidas, a esposa de Jair Bolsonaro teria pedido para retirar obras sacras do Palácio da Alvorada

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, negou nesta terça-feira (18), em sua conta do Twitter, que sua esposa, Michelle Bolsonaro, retiraria imagens sacras do Palácio da Alvorada, a futura residência dos dois em Brasília. 

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Jair Bolsonaro é católico, enquanto Michelle é evangélica. Em seu Twitter, o presidente eleito disse que a "acusação" não é verdade e que "criam narrativas" para desgastá-lo a todo o custo. A informação de que a futura primeira-dama tiraria imagens católicas da residência oficial foi obtida pelo jornal Folha de S.Paulo , que conversou com funcionários do local. 





Segundo os relatos de três funcionários, Michelle teria pedido a transferência das obras para o Palácio do Jaburu. Hoje, a residência oficial tem cinco peças de simbologia católica, um par de anjos barrocos tocheiros, na biblioteca, e quatro estátuas de santos nas salas de música e de estado.

Uma delas é uma representação em madeira de Santa Bárbara. Segundo a Folha , o vice-presidente eleito, Hamilton Mourão, teria confirmado que a obra seria transferida. “Uma imagem de Santa Bárbara irá para o Palácio do Jaburu. Ela é, inclusive, padroeira da artilharia”, disse. 

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As denominações evangélicas não costumam adorar imagens de santos porque seguem o mandamento bíblico de não fazer “imagem de escultura” do que “há em cima nos céus”.  O presidente Michel Temer também fez modificações na decoração da residência oficial. No caso dele, quando assumiu, pediu a troca dos sofás por cores mais claras.

Após a repercussão da reportagem sobre a mudança das obras com motivos sacros, o Palácio do Planalto informou, por meio de nota, que “não há pedido sobre a transferência de local”.

Hoje, a 15 dias da cerimônia de posse de  Jair Bolsonaro , agendada para o dia 1º de janeiro de 2019, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, o Palácio do Planalto divulgou a sua estimativa de público. Segundo o governo, são esperadas entre 250 mil e 500 mil pessoas no evento. 

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