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Presidente dos Estados Unidos mandará uma comissão com quatro líderes dos EUA para a posse em Brasília, mas não estará presente na cerimônia

Donald Trump não virá para a cerimônia de posse de Jair Bolsonaro
Reprodução
Donald Trump não virá para a cerimônia de posse de Jair Bolsonaro


O presidente dos Estado Unidos, Donald Trump, não estará presente na cerimônia de posse de Jair Bolsonaro como presidente do Brasil. Em nota oficial à imprensa nesta segunda-feira (17), a Casa Branca informou problemas na agenda do líder norte-americano e comunicou que o secretário de Estado Mike Pompeo será o responsável por liderar a comitiva que vai a Brasília.

Além de Pompeo, os EUA confirmaram que farão parte da delegação outras três autoridades do país: Mark Green, administrador da agência estadunidense para desenvolvimento internacional; William Popp, embaixador interino dos Estados Unidos em Brasília; e Mauricio Claver-Carone, diretor de assuntos do hemisfério ocidental do Conselho Nacional de Segurança americano. As escolhas para a comitiva foram feitas, segundo a nota, pelo próprio Donald Trump .

No final de novembro, Jair Bolsonaro se ofereceu a Trump como  aliado-chave para formar uma cúpula conservadora na América Latina. Segundo o presidente eleito, é preciso liberar os países americanos do ideal de esquerda para que o continente se desenvolva de forma liberal e competitiva.

Responsável pelos convites aos países que pretendem vir à posse de Bolsonaro, o futuro chanceler Ernesto Araújo também já confirmou que representantes de Cuba e da Venezuela foram desconvidados .

“Não há lugar para Maduro numa celebração da democracia e do triunfo da vontade popular brasileira. Todos os países do mundo devem deixar de apoiá-lo e unir-se para libertar a Venezuela”, escreveu Ernesto Araújo em seu twiiter.

Os primeiros sinais do governo de transição indicam proximidade da política norte-americana imposta por Trump. Bolsonaro fez duras críticas ao Acordo de Paris , programa que visa diminuir a emissão de gases que produzem efeito estufa e que os EUA deixaram neste ano, além de concordar que é necessário abrir o mercado brasileiro para uma economia liberal.

Em outubro deste ano, quando ainda não tinha vencido as eleições, o capitão reformado informou que pretendia visitar o presidente dos Estados Unidos antes mesmo da posse. O encontro, porém, ainda não aconteceu.

Ao sinalizar ser um entusiasta do próximo presidente do Brasil, Donald Trump saudou a vitória do então candidato do PSL no dia em que o mesmo derrotou Fernando Haddad (PT).

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