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A quinta fase da Registro Espúrio cumpre mandados nas cidades de Brasília, Goiânia, Anápolis e Londrina; ao todo, são cumpridos 14 mandados de busca

Operação apura atuação de uma organização criminosa que atua em fraudes e desvios no Ministério do Trabalho
Divulgação/Ministério do Trabalho
Operação apura atuação de uma organização criminosa que atua em fraudes e desvios no Ministério do Trabalho

Agentes da Polícia Federal (PF) estão nas ruas, desde as primeiras horas desta quinta-feira (13), para deflagrar a quinta fase da Operação Registro Espúrio, que investiga a atuação de uma organização criminosa que atua em fraudes e desvios relacionados a registros sindicais obtidos no Ministério do Trabalho.

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De acordo com a PF, o foco das investigações no Ministério do Trabalho é o desvio de valores da Conta Especial Emprego e Salário (Cees) por meio de pedidos fraudulentos de restituição de contribuição sindical. A suspeita é de que o valor desviado tenha passado dos R$ 12 milhões.

Os policiais suspeitam que os criminosos sustentavam um esquema que atuava no Distrito Federal, Goiás e Paraná. No total, 14 mandados de busca e apreensão serão cumpridos ao longo do dia de hoje, em Brasília, Goiânia, Anápolis e Londrina.

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O esquema investigado pela Registro Espúrio envolvia uma organização que arregimentava entidades interessadas na obtenção fraudulenta de restituições de contribuição sindical supostamente recolhidas indevidamente ou a maior na CEES.

Segundo as investigações, os pedidos eram manipulados pelo grupo criminoso, com posterior repasse de um percentual para os servidores públicos e advogados integrantes do esquema.

Entre os nomes apontados como integrantes do grupo, estão o presidente do PTB, Roberto Jefferson; a deputada Cristiane Brasil , filha do cacique petebista; o ex-ministro do Trabalho Helton Yomura; e os deputados federais Jovair Arantes (PTB-GO), Paulinho da Força Sindical (SD-SP) e Wilson Santiago Filho (PTB-PB).

De acordo com a PF, os investigados vão responder pelos crimes de peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, falsificação de documento público e lavagem de dinheiro.

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Hoje, foram afastados o consultor jurídico do Ministério do Trabalho , Ricardo Santos Silva Leite, por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), e o superintendente regional do Trabalho no Distrito Federal.

* Com informações da Agência Brasil.

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