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Chefe da equipe de transição, ministro da Casa Civil disse que as funções da pasta serão reatribuídas aos ministérios da Justiça, Cidadania e Economia

Onyx disse que funções do Ministério do Trabalho serão distribuídas entre Sérgio Moro, Osmar Terra e Paulo Guedes
Reprodução/Flickr
Onyx disse que funções do Ministério do Trabalho serão distribuídas entre Sérgio Moro, Osmar Terra e Paulo Guedes

O futuro ministro da Casa Civil do governo Jair Bolsonaro (PSL), Onyx Lorenzoni (DEM), afirmou nesta segunda-feira (3) que o Ministério do Trabalho deixará de existir no próximo governo e será distribuído para três outros ministérios.

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Em entrevista à Rádio Gaúcha , Onyx Lorenzoni, que também coordena o governo de transição, afirmou que, com o fim da pasta, as "funções" do Ministério do Trabalho serão divididas entre os ministros da Justiça (de Sérgio Moro), da Cidadania (Osmar Terra) e da Economia (Paulo Guedes). 

"Na verdade, o atual ministério como é conhecido ficará uma parte no ministério do doutor Sérgio Moro, outra parte com Osmar Terra, e outra parte com o Paulo Guedes, lá no ministério da Economia, para poder tanto a parte do trabalhador e do empresário dentro do mesmo organograma", afirmou.

Segundo o futuro ministro, Moro será responsável pela concessão de cartas sindicais e, possivelmente, pela fiscalização do trabalho escravo. O Ministério da Economia cuidará de políticas ligadas ao emprego.

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"Uma parte vai ficar com o ministro Moro, que é aquela parte da concessão de carta sindical, a face mais visível e que a imprensa brasileira registrou por inúmeras vezes os problemas que ocorriam naquela pasta, de desvios, problemas graves de corrupção. Então, aquele departamento ou secretaria do ministério que cuida disso vai lá pro doutor Moro", disse Onyx Lorenzoni

"A produção acabou ficando no Ministério da Economia, até para poder fazer a retomada de emprego e renda e ele [Paulo Guedes] ter sob seu comando essas duas pontas. Ele tem o Planejamento, tem a Receita, a Fazenda, precisa uma parte do seu ministério ter atuação mais direta na geração de emprego e renda", completou. 

Onyx também confirmou que o governo terá 22 ministérios, mas dois vão perder o status: o Banco Central (BC) e Advocacia-Geral da União (AGU). No começo de novembro, Bolsonaro havia anunciado que o Ministério do Trabalho seria incorporado a outra pasta . Após repercussão negativa, ele voltou atrás e disse que manteria o ministério.

O Ministério do Trabalho é uma das pastas mais antigas e tradicionais do governo federal e completou 88 anos de existência no dia 26 de novembro. A pasta é responsavél por elaborar políticas e diretrizes para a geração de emprego e renda, além da modernização das relações de trabalho. Além disso, a pasta também realiza a fiscalização dos postos de trabalho, participa da elaboração de políticas salariais e de desenvolvimento profissional.

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