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Assessora do senador Magno Malta será responsável pela pasta que também vai unir Família e Mulher; ela também é do agrado da bancada evangélica

Damares Alves concedeu a primeira entrevista após o convite para ser ministra
Valter Campanato/Agência Brasil
Damares Alves concedeu a primeira entrevista após o convite para ser ministra


O presidente eleito Jair Bolsonaro confirmou mais um nome para mninstério em seu governo. Nesta quinta-feira (6), o capitão reformado anunciou a advogada Damares Alves para a pasta de Direitos Humanos, Família e Direitos da Mulher. O nome agrada não só a bancada evangélica, mas também a ala de mulheres da Câmara dos Deputados.

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Damares Alves é pastora evangélica e trabalha como assessora de Magno Malta no Senado. Sua indicação, de certa forma, alivia o clima ruim que ficou entre o presidente eleito e o senador do Espírito Santo que esperava um convite para ser ministro.

"O senador até este momento ainda é meu chefe, ele sabe do convite, está feliz e sabe que eu fui convidada por causa do meu trabalho ao longo de anos", disse a nova ministra.

A escolha também coloca fim a uma polêmica para o próximo governo. O ministério comandado por Damares receberá a Funai (Fundação Nacional do Índio), antes pertencente ao Ministério da Justiça.

"Nós vamos trazer para o interesse público políticas que ainda não foram alcançadas pelas mulheres. Será prioridade a mulher ribeirinha, a mulher pescadora, a quebradora de coco, estas que estão anônimas e invisíveis. Não vamos esquecer dos índios também, que serão outros protagonistas nesta pasta", garantiu Damares.

Damares agrada a bancada evangélica, que também gostaria de ter indicado o ministro da Cidadania. Diante de tantas controvérsias entre os nomes apresentados,  Jair Bolsonaro confirmou o deputado Osmar Terra (MDB) na pasta, nome que agradou por ter boa relação com a bancada na Câmara, mas que não atua exatamente pelas causas da bancada.

Assim como Magno Malta , Damares é pastora evangélica e o fato de ser mulher, agrada o presidente, que não vê motivos em colocar um homem para chefiar uma pasta que cuidará dos direitos da mulher.

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Com a escolha, resta a Bolsonaro anunciar apenas mais um ministro (a) que cuidará da pasta de meio ambiente. O presidente eleito chegou a propor a que o tema foi associado ao Ministério da Agricultura, que será comandado pela deputada Tereza Cristina . Críticas, porém, vindas de setores do agronegócio e de ambientalistas fizeram com que o capitão reformado mudasse de ideia.

Damares Alves é apenas a segunda mulher no governo de Bolsonaro. Além dela, Tereza Cristina, será ministra da Agricultura. O político do PSL quer apagar a imagem de que é contra as mulheres e, além de valorizar bastante a primeira-dama Michelle Bolsonaro, ouviu a futura senadora do PSB Mara Gabrilli, que recomendou que uma mulher assumisse a pasta de direitos humanos.

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