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Jorge Solla (PT-BA) quer que emissoras transformem debates em sabatinas com o candidato que comparecer caso o adversário não queira participar

Jorge Solla (PT-BA) propôs a Lei Jair Bolsonaro
Gabriela Korossy/Câmara dos Deputados
Jorge Solla (PT-BA) propôs a Lei Jair Bolsonaro


O PT parece que ainda não engoliu as ausências de Jair Bolsonaro nos debates televisivos durante o segundo turno das eleições de 2018. O deputado federal Jorge Solla (PT-BA) propôs uma lei para que as emissoras sejam obrigadas a trocar os debates por sabatinas em caso de ausência de um dos candidatos. O projeto foi apelidado de 'Lei Jair Bolsonaro'.

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 A matéria já está em tramitação na Câmara dos Deputados, mas dificilmente será aprovada ainda neste ano, já que o recesso deve começar no dia 20 de dezembro. O projeto da “ Lei Jair Bolsonaro ” quer que as emissoras que não cumprirem com a troca dos debates por sabatinas sejam punidas com 48 horas sem transmissão e, em caso de reincidência, perda da concessão pública.

 “Bolsonaro disseminou fake News e, ao se negar a ir a debates, interditou o contraditório, o confronto com a verdade, num processo eleitoral, o que foi fundamental pra sua vitória”, argumenta o deputado J orge Solla ao propor a lei.

 Bolsonaro não participou de nenhum debate durante o segundo turno das eleições, alegando, em princípio, que não tinha condições de saúde de comparecer, afinal havia passado por uma cirurgia depois de sofrer um atentado em que foi esfaqueado na região intestinal. O presidente eleito ainda anda com uma bolsa de colostomia.

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 Dias antes da eleição de segundo turno, o capitão reformado foi liberado pelos médicos para participar de debates, restando ainda o evento na Rede Globo, mas informou que mesmo assim não iria .

 Na época, o candidato derrotado Fernando Haddad, do PT, entrou com pedidos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que fosse exigido das emissoras ao menos sabatinas com ele, já que seu adversário se negava a comparecer. Os pedidos foram negados.

 As eleições de 2018 foi a primeira da história do Brasil desde a redemocratização de 1989 em que não houve debates antes do segundo turno.

Solla foi reeleito nas eleições de 2018, ficando em quinto lugar na Bahia. Ele recebeu mais de 135 mil votos e foi o mais votado entre os candidatos do Partido dos Trabalhadores. Mesmo que não consiga a aprovação da “ Lei Jair Bolsonaro ”, o político promete fazer oposição ao presidente eleito na Câmara dos Deputados.

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