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Após um ano e dez meses, Mesa Diretora da Assembleia cumpre a ação da justiça e aprova o pedido para abertura de impedimento do governador do RJ

Luiz Fernando Pezão pode sofrer impeachment
Tomaz Silva / Agência Brasil
Luiz Fernando Pezão pode sofrer impeachment


Preso preventivamente na unidade prisional da Polícia Militar em Niterói, Luiz Fernando Pezão (MDB), ainda pode sofrer um impeachment, bem como o seu vice Francisco Dornelles (PP). Nesta terça-feira (4), a Mesa Diretora da Alerj aprovou, um ano e dez meses depois, o pedido para impedimento do governador e do vice-governador.

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 O curioso é que Pezão tem exatamente apenas mais 27 dias como governador, já que no dia 1º de janeiro o eleito Wilson Witzel (PSC) será diplomado e assumirá o Palácio das Laranjeiras. A explicação é que a Assembleia segurou o quanto pôde o pedido e só o aprovou agora por uma determinação judicial proferida em setembro.

 A Mesa Diretora, é composta por 13 deputados que dirigem os trabalhos legislativos e administrativos da Alerj . Atualmente, o órgão tem dois deputados presos.

 Por se tratar de algo inédito na história da Casa, ainda não se sabe como se dará o rito para o impeachment . O comum seria cria uma Comissão Processante, mas devido ao curto tempo, a tendência é que o caso seja analisado pela Comissão de Cidadania e Justiça e, depois encaminhado para votação no plenário.

 A tendência é que os deputados trabalhem, em 2018, até o dia 20 de dezembro, quando está prevista a última sessão antes do recesso para o natal e final de ano. Desta forma, para que o pedido de impedimento seja votado, a aprovação em comissão terá que ser em tempo recorde.

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 O político foi levado preso às 7h30 desta quinta, do Palácio Laranjeiras para o prédio da Polícia Federal (PF), no centro do Rio de Janeiro. Os agentes da PF chegaram ao palácio por volta das 6h, mas o governador pediu e conseguiu até tomar o seu café da manhã antes de ser levado pelos policiais. 

 Além dos mandados cumpridos na residência oficial do governador, a PF também cumpriu mandados de busca e apreensão no Palácio Guanabara e na residência do governador do estado, localizada no município de Piraí.

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 A operação foi chamada de Boca de Lobo. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF),  Pezão  recebeu cerca de R$ 25 milhões entre 2007 e 2015. Em valores atualizados, seriam R$ 39 milhões. “Valor absolutamente incompatível com o patrimônio do emedebista declarado à Receita Federal”, disse o MPF.

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