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Governador do Rio de Janeiro foi preso na última quinta, na sua residência oficial; segundo o MPF, o desvio de verbas foi de mais de R$ 40 milhões

Governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, foi preso na manhã da última quinta-feira (29) no Palácio Laranjeiras
Agência Brasil/ Marcelo Sayão
Governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, foi preso na manhã da última quinta-feira (29) no Palácio Laranjeiras

Detido na última quinta-feira (29), no Palácio Laranjeiras, o governador do estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, segue preso na Unidade Prisional da Polícia Militar em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Enquanto isso, a Polícia Federal (PF) e a Receita Federal buscam encontrar parte dos recursos que teriam sido desviados pelo esquema de corrupção comandado por ele. 

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Chamado de 'Pé', 'Pé-grande', 'Big Foot' e 'Pezonne' nas planilhas de propina que agora estão em posse da PF, Pezão recebia valores entre R$ 50 mil e R$ 3 milhões a cada transação remetida a ele. Segundo o MPF, há provas documentais do pagamento em espécie ao governador de quase R$ 40 milhões, em valores de hoje, entre 2007 e 2015.

Parte do dinheiro desviado, porém, ainda é procurada pela PF. Neste fim de semana, a Justiça derrubou o sigilo do pedido de prisão do governador. Lá, diz-se que, a partir da análise de duas contas bancárias, ficou claro que o governador do Rio quase não sacava dinheiro – pelo menos, delas. Com isso, investigadores acreditam que o político ou usava recursos financeiros de contas de terceiros ou tinha muito dinheiro vivo guardado para arcar com seus gastos.

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De acordo com MPF, o doleiro Álvaro Novis , delator da Lava Jato , entregou uma quantia de propina em dinheiro a um assessor do governador. Em depoimento, Novis afirmou que entregou dinheiro diretamente nas mãos de Luiz Carlos Vidal Barroso, o Luizinho. Como prova de seu depoimento, Novis entregou à PF gravações de áudio.

Nelas, um funcionário da corretora de valores de Novis e Luizinho, o assessor do governador do Rio , falam sobre uma “documentação” que tinha que ser entregue ao assessor. De acordo com a investigação, este é o nome ao qual se referiam para falar sobre o dinheiro da propina.

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Essa não é a primeira vez que o nome de Pezão aparece nas investigações da Operação Lava jato no Rio. Porém, de acordo com a PF, era preciso apurar melhor esses supostos pagamentos, antes de prender o governador do Rio. Ainda segundo as informações cedidas neste fim de semana, os investigadores seguiram o caminho do dinheiro e concluíram que os repasses foram feitos em dinheiro vivo.

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