Tamanho do texto

Presidente eleito afirmou que "punição branda é um convite à criminalidade" e disse que qualquer criminoso deve cumprir a sua pena de maneira integral

Em coletiva de imprensa, Jair Bolsonaro reafirmou que não dará indulto a presos durante os seus anos de mandato
Reprodução/Flickr
Em coletiva de imprensa, Jair Bolsonaro reafirmou que não dará indulto a presos durante os seus anos de mandato

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), reafirmou nesta sexta-feira (30) que não dará indulto a presos durante o seu governo. A declaração foi dada em uma coletiva após o capitão reformado participar da formatura de 530 sargentos na Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR) em Guaratinguetá. 

Leia também: Maioria no STF valida indulto de Temer, mas pedidos de vistas adiam definição

O indulto presidencial perdoa a punição de certos crimes e é editado anualmente. Geralmente, ele é concedido próximo ao Natal. A edição feita pelo presidente da República Michel Temer (MDB) no ano passado está em discussão, atualmente, no Supremo Tribunal Federal (STF). 

"Já que indulto é um decreto presidencial, a minha caneta continuará com a mesma quantidade de tinta até o final do mandato", afirmou Bolsonaro. "Se não houver punição ou se a punição for extremamente branda, é um convite à criminalidade" completou. 

O presidente eleito ainda disse que qualquer criminoso deve cumprir a pena de maneira integral, e que isso foi discutido com seu futuro ministro da Justiça, Sergio Moro. 

Na última quarta-feira, Bolsonaro já havia falado sobre o assunto em sua conta no Twitter e, ao justificar a sua decisão, disse que um dos seus compromisso de campanha foi "pegar pesado" no combate à violência e à criminalidade.





Bolsonaro também falou sobre a sua indicação para o Ministério do Meio Ambiente, que ainda não foi feita. Ele afirmou que há cinco nomes cotados e disse também que o futuro ministro não poderá atrapalhar o homem do campo e que acabará com o que ele chama de indústria de multas na área. 

"Tem cinco nomes, todos excepcionais, estão de acordo com aquilo que eu penso sobre Meio Ambiente. Porque nós queremos uma política ambiental para preservar o meio ambiente, obviamente, mas não de forma xiita como é feito atualmente", disse. 

Nessa quarta-feira, o STF retomou o julgamento da ação que discute a validade do decreto de indulto natalino, que foi editado pelo presidente da República, Michel Temer , em dezembro do ano passado.

Leia também: Bolsonaro afirma que intervenção federal não será prorrogada em seu governo

O novo decreto estabeleceu que os presos que cumpriram um quinto da pena em caso de crimes sem violência ou grave ameaça, poderiam ser perdoados. Um levantamento da Força Tarefa da Lava Jato no Paraná indicou que 22 dos 39 condenados pela Justiça Federal em Curitiba podem ser beneficiados se o  indulto deste ano seguir as regras do assinado por Temer. 

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.