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Participaram do encontro alguns dos futuros ministros do presidente eleito, além do seu filho Flávio Bolsonaro; Bolsonaro bateu continência para Bolton

Bolsonaro ao lado do assessor de segurança nacional dos EUA, acompanhado por alguns dos seus futuros ministros
Reprodução/Twitter
Bolsonaro ao lado do assessor de segurança nacional dos EUA, acompanhado por alguns dos seus futuros ministros

O assessor de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton, teve reunião na manhã desta quinta-feira (29) com o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), no Rio de Janeiro. 

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Após o encontro com Bolton, um dos principais conselheiros do presidente americano, Donald Trump, Bolsonaro afirmou que foram discutidas medidas diplomáticas contra a Venezuela e Cuba. "A Venezuela é uma questão que vem lá de trás. Temos de buscar soluções. Pela cláusula democrática, a Venezuela sequer poderia entrar no Mercosul. Medidas precisam ser tomadas", afirmou Bolsonaro. 

"Sabemos que existem lá cerca de 80 mil cubanos. A Venezuela tem mais esse agravante. Vai ser difícil tirar a Venezuela dessa situação. Faremos o possível pelas vias legais e pacíficas para resolver esse problema. Porque nós sentimos reflexo da ditadura que se instala na Venezuela", completou.

A possível mudança da embaixada brasileira de Israel para Jerusálem também entrou na pauta de discussões no encontro com o assessor americano, segundo informou o futuro presidente.  Durante a campanha, Bolsonaro prometeu mudar o endereço da embaixada brasileira, assim como Trump fez com a americana. Mas, no início de novembro, após o cancelamento de um compromisso diplomático com o Brasil pelo Egito, o presidente eleito informou que a mudança ainda não estava decidida. 

Bolton chegou à casa de Bolsonaro acompanhado pelo diretor de imprensa, Garrett Marquis, pelo diretor de negócios do hemisfério oeste, Mauricio Claver-Carone, pelo diretor para o Brasil, David Schnier, e pelo Encarregado de Negócios, Bill Popp. 

Também participam do encontro alguns dos futuros ministros de Bolsonaro, como o das Relações Exteriores, embaixador Ernesto Araújo; o da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva; e o do Gabinete de Segurança, general Augusto Heleno. Além deles, participou também da reunião Flávio Bolsonaro, filho do presidente e senador pelo Rio de Janeiro.

Bolton fez uma escala no Brasil antes de viajar para o encontro do G-20, em Buenos Aires. Ele chegou pontualmente às 7h na casa do presidente eleito, onde a reunião aconteceu. No momento da chegada, o capitão reformado prestou continência para o assessor de Trump. Bolsonaro classificou a reunião como "producente e grata" em sua conta do Twitter. 

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O americano também publicou em sua conta na rede social e afirmou que Trump convidou o presidente eleito para visitar os Estados Unidos. "Desfrutei de uma ampla e produtiva reunião com o presidente eleito do Brasil Bolsonaro e sua equipe de segurança nacional. Eu estendi um convite do presidente Trump para Bolsonaro visitar os EUA. Estamos ansiosos para uma parceria dinâmica com o Brasil." escreveu. 

John Bolton é crítico de governos de esquerda, principalmente de Cuba e da Venezuela. Ele também já disse que os EUA têm interesse em fazer alianças com os governos do Brasil e da Colômbia para aumentar a segurança e melhorar a economia na América Latina e classificou a vitória de Bolsonaro como uma "oportunidade histórica" para as relações entre os países.

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