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Presidente do PTB, ex-ministro do Trabalho Helton Yomura e 18 servidores e ex-servidores da pasta são acusados de receberem vantagens indevidas em troca de facilitarem novos registros sindicais livres da burocracia habitual

Roberto Jefferson virou réu por organização criminosa no Ministério do Trabalho
Valter Campanato/ABr
Roberto Jefferson virou réu por organização criminosa no Ministério do Trabalho


O ex-deputado federal e presidente do PTB Roberto Jefferson se tornou réu em mais um processo nesta segunda-feira (26). O político, o ex-ministro do Trabalho Helton Yomura e mais 18 pessoas que trabalham ou trabalhavam no ministério são acusados pelo Ministério Público Federal de organização criminosa na pasta.

O ministério foi dominado PTB durante o governo de Michel Temer e, por isso, Roberto Jefferson aparece como relação direta em negociações ilícitas de registros sindicais. O esquema, descoberto na Operação Registro Espúrio, era bem organizado e tinha setores administrativos, políticos, sindicais e captador.

De acordo com o Ministério Público Federal, os  envolvidos cobravam vantagens indevidas para conceder registros sindicais.  Desta forma, há indícios de pagamentos de servidores públicos, bem financiamento político, vindos de sindicatos formados durante a gestão do PTB no Ministério do Trabalho.

Com a ajuda de servidores da pasta e consentimento do então ministro Helton Yomura , sindicalistas conseguiam os registros que queriam de forma imediata, sem precisarem passar pela burocracia exigida na pasta.

Se tornaram réus na 12ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal Roberto Jefferson, Helton Yomura, Carlos Cavalcante de Lacerda, Renato Araújo Júnior, Leonardo Cabral Dias, Jéssica Mattos Rosetti Capaletti, Renata Frias Pimentel, Maurício Moreira da Costa Júnior, Luis Carlos Silva Barbosa, Júlio de Souza Bernardes, Adriano José Lima Bernardo, Leonardo José Arantes, João Bertolino de Oliveira Neto e Rogério Papalardo Arantes.

Helton Yomura deixou o Ministério do Trabalho  em julho após ser afastado pelo STF com as acusações vindas da Operação Registro Espúrio.

Principal delator do Mensalão em 2005, quando já era presidente do PTB e também deputado federal pelo Rio de Janeiro, Roberto Jefferson foi condenado em 2012 a sete anos e 14 dias de prisão em regime semiaberto por corrupção. Em 2015, pôde cumprir o restante da pena em regime aberto.

O político é pai de Cristiane Brasil, que foi indicada por ele para assumir o Ministério do Trabalho antes de Helton Yomura. O nome da deputada, entretanto, acabou vetado pela Justiça após acusações de crimes trabalhistas. O PTB então, por decisão de Roberto Jefferson , abriu mão da pasta após a saída de Yomura .

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