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Presidente eleito comentou também sobre as conversas que teve com o filho, sobre o Ministério das Comunicações e disse que, sabendo que seria acusado de nepotismo pela oposição, decidiu que vai escolher outra pessoa para vaga

Segundo Bolsonaro, é importante 'ter um bom nome técnico' como ministro da Educação, mas nenhum nome foi definido
Valter Campanato/Agência Brasil
Segundo Bolsonaro, é importante 'ter um bom nome técnico' como ministro da Educação, mas nenhum nome foi definido

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), afirmou nesta quinta-feira (22) que ainda não tem um nome definido para o futuro ministro da Educação – desmentindo as notícias desta quarta (21), que afirmavam que a  escolha seria pelo professor Mozart Neves Ramos, diretor do Instituto Ayrton Senna. Porém, ele sinalizou que este nome, da escolha oficial, pode sair ainda hoje.

Segundo Bolsonaro, é importante "ter um bom nome técnico" como ministro da Educação , afinal, o ministério, para o presidente eleito, é "importantíssimo". "É um ministério importantíssimo, como outros. É ali que está o futuro do Brasil", afirmou. "O Brasil não pode ir pra frente com a educação dessa maneira", continuou.

As declarações do presidente foram feitas na manhã desta quinta-feira (22), durante uma coletiva de imprensa. Na ocasião, Bolsonaro falou não só sobre a sua escolha para a pasta da Educação, mas também sobre as conversas que teve com o filho, o vereador Carlos Bolsonaro , a respeito do Ministério das Comunicações.

Segundo Bolsonaro, o nome do filho até chegou a ser cogitado para a pasta devido à sua experiência demonstrada durante a campanha presidencial do PSL. Porém, como busca ministros com nomes técnicos, deve fazer o mesmo para a pasta das Comunicações. Além disso, Bolsonaro afirmou que, se realmente escolhesse o filho, saberia que a oposição o acusaria de nepotismo

Ainda na conversa rápida que teve com jornalistas na chegada à Marinha, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para encontro com os comandantes indicados para as Forças Armadas, Bolsonaro comentou como foi a primeira noite na Granja do Torto, imóvel da Presidência da República onde ele dormiu nesta quarta (21) com a futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

"Foi a primeira vez. Como sempre, a primeira vez é diferente", afirmou sorrindo. "Quem vai gostar é a minha esposa. Ela que decide. Ela manda muito mais do que vocês pensam", afirmou. O presidente eleito também brincou dizendo que "quando um homem está feliz, o que é que ele faz? Ele casa, para ficar... mais feliz ainda".

Ministro da Educação pode ser alguém ligado à Escola Sem Partido

Mozart Neves, diretor do Instituto Ayrton Senna, foi dado como futuro ministro da Educação de Bolsonaro, mas ele nega
Mozart Neves Ramos/Divulgação
Mozart Neves, diretor do Instituto Ayrton Senna, foi dado como futuro ministro da Educação de Bolsonaro, mas ele nega

Perguntado sobre a suposta escolha do professor Mozart para a pasta da Educação , Bolsonaro disse que "não tem nada". "É fake news", afirmou, sobre as matérias que indicavam o nome do diretor do Instituto Ayrton Senna para o ministério. Para ele, o nome de Mozart foi levantado por "aqueles que querem criar intriga com a bancada evangélica". Sua fala vem logo depois dessa mesma bancada condenar o nome de Mozart para o cargo. 

Esta suposta escolha também foi negada pelo presidente eleito em suas redes sociais. "Informo que até o presente momento não existe nome definido para dirigir o Ministério da Educação ", publicou o presidente eleito no seu Twitter.

Leia também: Oposição tenta barrar Escola sem Partido e comissão vira palco de bate-bocas

Hoje, depois de toda a reação dos evangélicos sobre a escolha do ministro da Educação , Bolsonaro deve se encontrar com o procurador regional da República do Distrito Federal, Guilherme Shelb. Shelb é abertamente defensor do projeto Escola Sem Partido e também afirma ser contra “discussão de gênero” nas escolas. Ambos os temas são agradáveis aos evangélicos.

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