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Abel Gomes, do TRF-2, atendeu ao pedido do MPF no âmbito da Lava Jato e mudou a situação de alguns deputados da Alerj acusados de corrupção de presos temporários para presos preventivos

Polícia Federal e MPF fizeram apreensão de materiais de deputados do Rio de Janeiro
Luciano Belford/Agencia O Dia
Polícia Federal e MPF fizeram apreensão de materiais de deputados do Rio de Janeiro


O desembargador federal Abel Gomes, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), converteu em preventiva parte das prisões da Operação Furna da Onça. Desdobramento da Operação Cadeia Velha e deflagrada pela força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro, a ação foi desencadeada para investigar a participação de deputados do Rio de Janeiro em esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e loteamento de cargos públicos.

Em decisão publicada na última segunda-feira (12), Gomes decretou que os deputados do Rio de Janeiro acusados André Correa (DEM), Coronel Jairo (MDB), Chiquinho da Mangueira (PSC), Marcos Abrahão (Avante), Luiz Martins (PDT) e Marcus Vinicius Neskau (PTB), que estavam presos temporariamente, passassem à prisão preventiva. Também foi confirmada a prisão preventiva dos deputados Paulo Melo, Jorge Picciani e Edson Albertassi, os três do MDB.

A decisão atende ao pedido do Ministério Publico Federal (MPF) , que entendia que os deputados “cometeram graves crimes e tentaram destruir as provas”. Como a decisão anterior era de prisão temporária, os parlamentares poderiam ser soltos após cinco dias na cadeia.

Em relação ao deputado Marcelo Simão (PP), a decisão determina que ele fique proibido de frequentar a  Alerj e que entregue seu passaporte à Justiça.

Outro preso temporário que teve a prisão preventiva decretada foi o ex-secretário de governo do estado Affonso Henrique Monerat . A conversão em prisão preventiva também foi decretada para Daniel Marcos Barbirato de Almeida, que é enteado do deputado Luiz Martins.

Os assessores do deputado Paulo Melo, Andreia Cardoso do Nascimento e Fabio Cardoso do Nascimento, tiveram a prisão preventiva decretada na mesma decisão.

O desembargador não renovou nem converteu a prisão temporária para quatro acusados. O texto traz a proibição de exercício de função pública para o presidente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-RJ), Leonardo Silva Jacob, e para a ex-chefe de gabinete de Edson Albertassi, Shirley Aparecida Martins Silva.

O exercício de função pública foi suspenso para a chefe de gabinete de Marcos Abrahão, Alcione Chaffin Andrade Fabri, e para um assessor do deputado Coronel Jairo, Jorge Luis de Oliveira Fernandes.

A decisão determina que sejam postos em liberdade Jennifer Souza da Silva, Jorge Luiz Ribeiro, Marcus Wilson Von Seehausen e Vinícius Medeiros Farah.

Presidente da Alerj quando estourou a Operação Furna da Onça, Jorge Picciani já era um preso preventivo e, portanto, não teve o seu caso alterado pelo TRF-2. Os demais deputados do Rio de Janeiro que estão detidos já foram informados da nova decisão.

*Com Agência Brasil

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