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Secretário de Governo, Affonso Monnerat, deixou o seu cargo, assim como o presidente do Detran e duas servidoras presas nesta ação contra a corrupção

Pezão diz que “é absolutamente natural a solicitação da prorrogação da calamidade financeira” pelo governo do Rio
Antonio Cruz/Agência Brasil - 30.3.2017
Pezão diz que “é absolutamente natural a solicitação da prorrogação da calamidade financeira” pelo governo do Rio

Assinada pelo governador Luiz Fernando Pezão, a exoneração do secretário estadual de Governo do Rio de Janeiro, Affonso Monnerat, foi publicada na edição desta sexta-feira (9) do Diário Oficial do Estado. Ele é um dos 22 presos na Operação Furna da Onça, deflagrada nesta quinta-feira (8). 

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Desdobramento da Lava Jato, essa operação investiga a participação de deputados estaduais em um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, loteamento de cargos públicos e mão de obra terceirizada em órgãos do governo do estado. Apesar da prisão, Pezão afirmou, por meio de nota, que confia na inocência do ex-secretário.

Além de Monnerat, outros três servidores estaduais foram exonerados nesta sexta: Carla Adriana Pereira, Shirley Aparecida Martins da Silva e o presidente do Detran, Leonardo Jacob. As exonerações foram feita a pedido e aceitas pelo governador do Rio de Janeiro

A operação Furna da Onça, que foi deflagrada nesta quinta, revelou a existência de um esquema de compra e venda de votos na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). As investigações apontam que os envolvidos recebiam uma espécie de 'mensalinho', propinas mensais que variavam de R$ 20 mil a R$ 100 mil, para atuar de acordo com os interesses do grupo chefiado pelo ex-governador Sérgio Cabral, em votações na Alerj .

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Ainda segundo o Ministério Público, o esquema movimentou pelo menos R$ 54 milhões e o dinheiro da propina vinha do sobrepreço de contratos para obras no Rio, com recursos estaduais e federais. Dos 22 presos na operação, dez são deputados estaduais.

A operação é ainda um desdobramento da Operação Cadeia Velha, que levou à prisão os deputados Paulo Melo, Jorge Picciani e Edson Albertassi, todos do MDB. Ontem, o deputado estadual Chiquinho da Mangueira (PSC) também foi preso, assim com o seu colega da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj ), André Corrêa (DEM). 

Além deles, foram presos os deputados estaduais Coronel Jairo (MDB), Luiz Martins (PDT), Marcelo Simão (PP), Marcos Abrahão (Avante) e Marcus Vinícius “Neskau” (PTB). 

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Na mesma nota divulgada por Pezão nesta sexta-feira, o governador afirmou ainda que não tem conhecimento dos fatos e tampouco do teor das acusações imputadas a esses servidores pelos procuradores da Lava Jato.

* Com informações da Agência Brasil.

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