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Presidente eleito cancelou reunião com presidentes da Câmara e do Senado, mas vai se encontrar com ministra da Agricultura e presidentes de tribunais

Presidente eleito, Jair Bolsonaro volta a Brasília nesta terça-feira (13) para seguir com reuniões da agenda de transição
Rodrigues Pozzebom / Agencia Brasil
Presidente eleito, Jair Bolsonaro volta a Brasília nesta terça-feira (13) para seguir com reuniões da agenda de transição

O presidente eleito Jair Bolsonaro desembarcou nesta terça-feira (13) em Brasília por volta das 8h40 para mais dois dias de reuniões na capital federal. Ele pretende ir ao Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde a equipe do governo de transição trabalha e se encontrar com os grupos temáticos que voltam a se reunir hoje e amanhã (14).

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Pela manhã,  Bolsonaro deve se reunir com a deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS), confirmada como futura ministra da Agricultura. O encontro que definirá o perfil da pasta, inclusive se o ministério englobará agricultura familiar e pesca, por exemplo, ficou para pouco menos de uma semana depois do anúncio oficial da líder da "bancada ruralista" como futura titular da pasta.

À tarde o presidente eleito terá três audiências. Às 13h, Bolsonaro se reunirá com a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosa Weber. Às 14h30, ele será recebido pelo presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), João Batista Brito Pereira. E às 16h, conversa com o presidente do Superior Tribunal Militar (STM), José Coelho Ferreira.

Após  cancelar as reuniões que teria nesta terça-feira com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), e do Senado, Eunício Oliveira (MDB), o presidente eleito afirmou que pretende ir ao Congresso Nacional na quarta-feira para "tomar um café" com Maia e "apertar a mão" de colegas deputados.

O futuro presidente vem encontrando dificuldades na relação com deputados e senadores e esperar estreitar relações para ver se consegue aprovar projetos de seu interesse para o início do governo como a Reforma da Previdência. Bolsonaro, no entanto, já considera que "dificilmente aprova alguma coisa este ano" .

Segundo o presidente eleito, a análise é do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes. Ao conversar com jornalistas no Rio de Janeiro, ele disse que a reforma da Previdência negociada até o momento não era a ideal.

Depois, em Brasília, o ministro extraordinário da transição, Onyx Lorenzoni, confirmou que a reforma da Previdência ficará para 2019.

Anúncio de mais ministros de Bolsonaro

Expectativa é de que Jair Bolsonaro anuncie mais ministros nessa semana, entre eles o da Saúde, Defesa e Relações Exteriores
Divulgação/Facebook
Expectativa é de que Jair Bolsonaro anuncie mais ministros nessa semana, entre eles o da Saúde, Defesa e Relações Exteriores

A agenda da semana do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), também orbita em torno da expectativa do anúncio de mais nomes que vão compor a equipe ministerial do futuro governo.

Ontem (12), o presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou que cogita o nome do médico e deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) para ser ministro da Saúde. Ambos conversaram, no Rio de Janeiro, e a definição pode ser anunciada esta semana.

Além dessa pasta, as negociações mais adiantadas segundo o próprio Bolsonaro são para os ministérios da Defesa, de Relações Exteriores e do Meio Ambiente. Pastas que também aguardam uma definição ainda esta semana para que a equipe do governo de transição possa acertar o detalhes para o futuro governo que toma posse em 1º de janeiro.

Fora a definição de mais futuros ministros , a agenda de Bolsonaro também inclui um encontro com vários governadores, amanhã, em Brasília. Dos 27 eleitos e reeleitos, 18 incluindo vice-governadores confirmaram presença. O encontro é organizado pelo governador eleito do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), com apoio dos governadores eleitos de São Paulo, João Doria (PSDB), e do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC).

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Segundo os organizadores, a ideia é que seja um "encontro de aproximação". Os anfitriões ainda aguardam a confirmação do futuro presidente. Além de Bolsonaro , deverão participar do evento os futuros ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. A palavra também será aberta aos futuros governadores.

*Com informações da Agência Brasil

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