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Futuro chefe do GSI afirmou que Bolsonaro está preocupado com gastos que reajuste dos ministros do STF vai gerar, mas não considera uma derrota. Veja

General Heleno nega que Bolsonaro considere aprovação de reajuste dos ministros do STF sua primeira derrota, mas admite preocupação com os gastos públicos
Antonio Cruz/Agência Brasil
General Heleno nega que Bolsonaro considere aprovação de reajuste dos ministros do STF sua primeira derrota, mas admite preocupação com os gastos públicos

O general Augusto Heleno, futuro chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), órgão com status de ministério, no governo do preside eleito Jair Bolsonaro (PSL), negou que a aprovação do reajuste nos salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do cargo de Procurador-Geral da República (PGR) por parte do Senado Federal na última quarta-feira (7) seja a primeira derrota do governo, mas admitiu que uma preocupação com o tema.

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Ao chegar para reunião na casa do presidente eleito, na manhã desta quinta-feira (8), general Heleno declarou que "não é derrota, é preocupação. Tenho certeza que ele não consdiera uma derrota, mas é uma preocupação até pelos gastos que foram anunciados".

Na sequência, o futuro ministro afirmou que "isso tem que ser muito bem estudado. Não dá pra fazer uma avaliação dessa aqui. Isso tem que se avaliar, principalmente pelo doutor Paulo Guedes [futuro ministro da Economia], tem que verificar qual impacto".

O impacto do reajuste salarial dos ministros do STF de 16,38%, segundo cálculos das consultorias de Orçamento da Câmara e do Senado, pode ser de R$ 4 bilhões anuais nas contas públicas, sobretudo por conta do "efeito cascata" já que o salário dos ministro do STF é estabelecido pela própria Constituição como o teto do funcionalismo público.

Dessa forma, com o aumento de R$ 33,7 mil para R$ 39,3 mil, muitos funcionários de outros cargos no poder executivo, legislativo e judiciário, que já ganham mais do que isso, mas tem os valores abatidos até chegar ao teto, não terão mais esses abatimentos tão grandes, gerando custos elevados para os cofres públicos.

O presidente do STF, ministro Dias Toffoli, apesar de declarar que os reajustes são "justos e corretos" , ofereceu como alternativa acelerar o julgamento de constitucionalidade do auxílio-moradia para juízes que está em tramitação no Supremo e a aprovação de uma PEC que "desvincule" o salário dos ministros ao teto do funcionalismo público.

Apesar da negação do presidente do Senado, Eunício Oliveira, internamente considera-se em Brasília que essa seja a primeira das chamadas pautas-bomba  aprovadas na reta final dos mandatos de vários parlamentares que não se reelegeram para o futuro governo Bolsonaro. Até por isso, ainda na quarta-feira (7), o próprio presidente eleito declarou que vê "com preocupação" o reajuste e que "não éo momento" de pautar esse tipo de discussão.

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General Heleno afirma que "não vai reinventar a roda" no GSI

Na véspera, Bolsonaro visitou a Marinha acompanhado de seu vice, general Hamilton Mourão, e de seu futuro ministro do GSI, general Augusto Heleno
Marinha do Brasil/Divulgação
Na véspera, Bolsonaro visitou a Marinha acompanhado de seu vice, general Hamilton Mourão, e de seu futuro ministro do GSI, general Augusto Heleno

O general Heleno que havia sido escolhido e anunciado ainda durante a campanha presidencial como futuro ministro da Defesa, acabou recuando e sendo  confirmado como futuro chefe do GSI na última quarta-feira (7) a partir do desejo do presidente de tê-lo por perto no dia a dia do governo, uma vez que o gabinete do GSI é situado no Palácio do Planalto.

Além disso, general Heleno também foi escalado como coordenador do grupo de trabalho voltado a ações de Defesa na equipe do governo de transição, que começou a ser anunciada nessa segunda-feira (5). Até o fim da semana passada, o próprio Bolsonaro se referia ao general como um dos seus três 'superministros', ao lado de Paulo Guedes (Fazenda) e Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública).

Na entrevista coletiva na porta da casa de Bolsonaro em Brasília, ele declarou que ainda não sabe quem comandará a Defesa em seu lugar e disse que não é obrigatório que seja escolhido alguém de outras Forças Armadas.

Na véspera, no entanto, o vice de Bolsonaro, o também militar, general Hamilton Mourão, afirmou que o indicado deve ser um integrante da Marinha para que haja um equilíbrio entre as Forças Armadas. "A gente procura ter esse equilíbrio. Não é porque haja qualquer tipo de ciumeira e nem nada, mas é porque é necessário uma diversidade de visões e opiniões para as decisões quem têm que ser tomadas no Ministério da Defesa", disse.

Segundo o general Mourão, cada uma das três forças tem visões diferentes do ponto de vista estratégico.

Já o general Heleno, por sua vez, se pronunciou sobre sua própria atuação a frente da GSI e afirmou que vai seguir o mesmo caminho de seus antecessores. "Vou aproveitar o que eles fizeram e continuar no mesmo caminho que eles seguiram. É um órgão importante dentro da presidência da Republica. Não tem que reinventar a roda dentro do GSI", afirmou.

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Sobre o convite do presidente Michel Temer para que o presidente eleito Jair Bolsonaro faça viagens ao exterior ao seu lado, inclusive para as reuniões do G20 que acontecem no fim deste mês na Argentina, general Helen o afirmou que também não sabe se Bolsonaro terá condições de saúde para poder viajar. "Ele está em fase de recuperação, então não sei se ele está em condições de enfrentar a viagem", afirmou.

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